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1 mês

Estátua de Borba Gato é incendiada por grupo em São Paulo

Do UOL, em São Paulo

24/07/2021 14h36Atualizada em 24/07/2021 18h58

A estátua em homenagem ao bandeirante Borba Gato, instalada na Praça Augusto Tortorelo de Araújo, no distrito de Santo Amaro, em São Paulo, foi incendiada por manifestantes na tarde de hoje. Não houve feridos nem detidos.

Um grupo intitulado Revolução Periférica assumiu a autoria do incêndio. Ontem, em seu perfil no Instagram, os membros compartilharam uma ação em que colaram lambe-lambes com a questão "Você sabe quem foi Borba Gato?" em postes da capital.

Na tarde de hoje, a página repostou vídeos em que integrantes aparecem amontoando pneus em volta da estátua e, depois, ela já encoberta pela fumaça.

Também nas redes sociais, usuários anunciaram que as chamas foram apagadas. Às 13h50 de hoje, a SPTrans havia alertado sobre o desvio de rotas de ônibus que passavam pela região do incêndio, entre a Avenida Adolfo Pinheiro e a Rua Boa Vista, mas às 14h32 atualizou que as pistas já estavam liberadas e o transporte restabelecido.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que a polícia está realizando diligências para encontrar imagens e informações que possam ajudar na identificação e localização dos autores da ação.

"De acordo com as primeiras informações, por volta das 13h30, um grupo desembarcou de um caminhão e espalhou pneus pela via e nos arredores do monumento, ateando fogo na sequência. Policiais militares e bombeiros chegaram rapidamente ao local e controlaram as chamas e liberaram o tráfego".

Inaugurada em 1963, a estátua de Manuel de Borba Gato, assinada por Júlio Guerra, é um dos monumentos mais controversos do país. Ele foi um dos bandeirantes paulistas que, segundo estudos como o do livro "Vida e Morte do Bandeirante", de Alcântara Machado, lançado em 1929, exploraram territórios no interior do país, capturando e escravizando indígenas e negros encontrados pelo caminho, quando não os matavam em confrontos sangrentos, dissipando etnias entre os séculos 16 e 17. Também estupraram e traficaram mulheres indígenas, além de roubar minas de metais preciosos nos arredores da aldeia.

Em 2016, a estátua de Borba Gato já havia sido atacada com um banho de tinta.

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