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Ex-mulher e ex-sogra de Lázaro são indiciadas pela Polícia Civil

Lázaro Barbosa foi morto no dia 28 de junho - Reprodução
Lázaro Barbosa foi morto no dia 28 de junho Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

27/07/2021 11h38Atualizada em 27/07/2021 16h39

A Polícia Civil de Goiás indiciou mais três pessoas que teriam favorecido Lázaro Barbosa de Sousa, morto no dia 28 de junho em Águas Lindas de Goiás. Além das mulheres, o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos e o caseiro também foram indiciados por favorecimento pessoal e pelas armas de fogo.

"Nós tivemos na Polícia Civil de Goias 13 inquéritos policiais envolvendo esse caso, 10 deles foram concluídos e remetidos ao judiciário com sugestão de arquivamento, uma vez que só tinha o Lázaro como autor dos delitos", afirmou o Delegado Cléber Martins, titular da 17ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em coletiva de imprensa.

"Os elementos de provas colhidos no inquérito mostraram que elas de fato deram auxílio para que ele não fosse capturado pelas forças policiais. Tanto prestando informações para ele, dando guarita e alimentação, levando ele para locais, para esconderijos e sobretudo iriam propiciar a fuga definitiva dele."

O delegado ainda informou que não há indícios de participação de empresários ou de outros fazendeiros na fuga de Lázaro, mas que a investigação continua.

O fazendeiro Elmi Caetano deixou a prisão de Águas Lindas no dia 17 de julho e segue com tornozeleira eletrônica.

Sob sigilo

As operações de buscas a Lázaro estão sob sigilo de cinco anos. O caso foi revelado pelo jornal Correio Braziliense, que solicitou acesso a dados como os custos envolvidos para capturar o criminoso por meio de um pedido feito via LAI (Lei de Acesso à Informação).

Durante a coletiva, o delegado comentou a decisão. "Foi uma decisão da direção da instituição, diz respeito apenas a dados administrativos e de inteligência estratégicos, pelo menos os dados de investigação no que diz respeito às investigações de Goiás não estão em sigilo", afirmou o delegado.

Segundo a reportagem, a Delegacia-Geral argumentou que a divulgação das informações colocaria em risco a instituição.

"As informações não se restringem somente ao caso encerrado, mas fazem parte de toda a estrutura pertencente à Polícia Civil, usada em outras circunstâncias, e, também, a projetos que ainda nem foram implementados. A divulgação desses dados vulnerabiliza a instituição em sua função investigativa, pondo em risco a segurança e o sucesso de outras apurações", diz um documento, assinado pelo delegado-geral adjunto Deusny A. Silva Filho e apresentado pelo jornal.

Lázaro era investigado por mais de 30 crimes, cometidos em Goiás, Bahia e Distrito Federal. Ele é suspeito da morte de quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia (DF), e do funcionário de uma fazenda no distrito de Girassol, em Goiás.

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