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Homem diz à polícia que corpos de meninos foram jogados em rio da baixada

Fernando Henrique, 11, Lucas Matheus, 8, e Alexandre da Silva, 10, desapareceram em 27 de dezembro em Belford Roxo (RJ) - Arquivo Pessoal
Fernando Henrique, 11, Lucas Matheus, 8, e Alexandre da Silva, 10, desapareceram em 27 de dezembro em Belford Roxo (RJ) Imagem: Arquivo Pessoal

Daniele Dutra

Colaboração para o UOL, no Rio

29/07/2021 18h35

O homem que acusou o irmão de ter ocultado os corpos dos três meninos desaparecidos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, indicou à polícia um rio onde eles teriam sido jogados.

A Polícia Civil fez ontem buscas no local, mas não encontrou nada que pudesse levar ao paradeiro de Lucas Matheus da Silva, 8, Alexandre da Silva, 10, e Fernando Henrique Ribeiro Soares, 11, desaparecidos em 27 de dezembro. A DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) fará novas buscas no rio com a ajuda de outros órgãos, como o Corpo de Bombeiros.

O local indicado é chamado de Ponto do Ferro 38, próximo ao rio Botas, em Belford Roxo, que corta a baixada. Fontes relataram ao UOL que o homem —cuja identidade não foi revelada— procurou o 39º Batalhão da Polícia Militar e disse que o irmão dele, José Carlos dos Prazeres Silva, conhecido como Piranha, ajudou na suposta ocultação dos corpos.

Em nota, a Polícia Civil informou que, após a declaração, Silva foi detido pela PM e os dois foram ouvidos por agentes da DHBF. Em depoimento, ele negou as acusações feitas pelo irmão.

José Carlos dos Prazeres Silva tem duas passagens pela polícia, por tráfico e furto. As investigações sobre o suposto envolvimento dele e de traficantes nos desaparecimentos continuam.

"Isso só reforça o entendimento inicial do delegado sobre o envolvimento do tráfico no desaparecimento dos meninos e corrobora o que vinha sendo dito sobre o motivo, que seria o furto de um passarinho de um dos traficantes da comunidade pelos meninos", disse a defensora Gislaine Kepe, do núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio.

"Já me coloquei à disposição das famílias para estar com elas em uma ida à DHBF ou acompanhar as novas diligências."

Lucas, Alexandre e Fernando foram vistos pela última na feira de Areia Branca, que fica a 3 km da comunidade do Castelar, onde viviam com a família. Até o momento, a polícia encontrou uma única imagem de câmeras de segurança, que mostram os três caminhando no dia do desaparecimento.

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