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'Faraó dos bitcoins' ficará em cela isolada após caso das picanhas

Material encontrado na cela de Glaidson Acácio dos Santos, o "faraó dos bitcoins" - Divulgação/Seop
Material encontrado na cela de Glaidson Acácio dos Santos, o "faraó dos bitcoins" Imagem: Divulgação/Seop

Tatiana Campbell

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

07/10/2021 13h54Atualizada em 08/10/2021 08h22

O ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, conhecido como "faraó dos bitcoins", ficará isolado dos demais presos da Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó. Além disso, o corredor onde fica a cela do dono da G.A.S consultoria será monitorada por uma câmera. O local onde Glaidson ficará preso foi determinado pela Justiça Federal, após serem encontrados próximas à cela dele celulares e peças de picanha.

"A Seap informa que irá aguardar o recebimento da decisão oficial sobre o interno Glaidson Acácio dos Santos para o devido cumprimento", informou a Secretaria de Administração Penitenciária por meio de nota.

A SEAP destacou que o isolamento e o monitoramento do ex-garçom foram uma "determinação do secretário da pasta, Fernando Veloso".

glaidson - Reprodução / TV Globo - Reprodução / TV Globo
25.ago.2021 - Dono da GAS Consultoria, Glaidson Acácio dos Santos foi detido pela PF
Imagem: Reprodução / TV Globo

A mudança de cela se deu após uma audiência, realizada ontem, a pedido da defesa de Glaidson. O ex-pastor estava em Bangu 1 - unidade de segurança máxima - desde o dia 28 de agosto, após uma ação da Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária encontrar picanha, linguiça e quatro celulares próximo à cela em que Glaidson estava.

Após o ex-garçom e dois agentes penitenciários, que participaram da varredura, serem ouvidos, a juíza Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal, determinou o retorno do ex-garçom para o presídio que estava. A magistrada disse que não havia nada que comprovasse que o material apreendido era de Glaidson.

O "faraó dos bitcoins" foi preso no dia 25 de agosto durante uma operação da Polícia Federal. A GAS Consultoria Bitcoin, empresa de Glaidson, prometia 10% de lucro em investimentos de clientes através das criptomoedas.

Apesar disso, segundo o Ministério Público Federal, os lucros da empresa eram pagos aos clientes enquanto o dinheiro de outros entrava - configurando na chamada "pirâmide financeira", considerada crime no Brasil.

O UOL entrou em contato com a defesa de Glaidson Acácio dos Santos, que afirmou que não se pronunciará sobre a decisão.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado inicialmente, as peças de picanha e celulares foram encontrados próximos à cela de Glaidson, e não dentro dela. O conteúdo foi corrigido.

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