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Maceió segue recomendações e cancela shows de sete palcos no Réveillon

Queima de fogos na praia de Ponta Verde, em Maceió, reúne milhares de pessoas  - Pei Fon/Prefeitura de Maceió
Queima de fogos na praia de Ponta Verde, em Maceió, reúne milhares de pessoas Imagem: Pei Fon/Prefeitura de Maceió

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

04/12/2021 12h03

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PSB), anunciou hoje, pelo seu Twitter, que as festividades de Réveillon na capital alagoana estão canceladas. Agora são 19 capitais que já anunciaram não realizar festas públicas de fim de ano.

"Por prudência e para não postergar ainda mais a decisão, anunciamos o cancelamento das festas do Réveillon que seriam realizadas pela Prefeitura de Maceió. Estávamos aguardando novas informações das autoridades sanitárias e atualizações científicas", disse JHC, como é conhecido o prefeito.

A ideia inicial da prefeitura era realizar festas em sete palcos espalhados pela cidade no dia 31.

A Ciência ainda tem mais dúvidas que respostas sobre a nova variante ômicron. O nosso objetivo, hoje e sempre, é salvar vidas. Maceió tem o melhor sistema de imunização do país. Teremos 90% da população com as duas doses até o final do ano
JHC, prefeito de Maceió

Maceió foi a última capital nordestina a cancelar o Réveillon 2022, seguindo as recomendações do MP-AL (Ministério Público Estadual), da AMA (Associação de Municípios Alagoanos) e do Comitê Científico do Consórcio Nordeste.

A prefeitura apostava na vacinação, já que era "uma das capitais do Brasil com maior eficácia na vacinação contra a covid-19", com "mais de 80% da população imunizada."

Ontem, o comitê científico do Consórcio Nordeste lançou boletim pedindo o cancelamento das festas, indicando que, apesar da ocupação baixa de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) e da estabilização em baixa no número de casos e mortes, no estado apenas 51,4% da população têm ciclo vacinal completo.

"A pandemia existe e deve ser considerada. Ainda não existe segurança sanitária para quaisquer atividades presenciais sem protocolos de distanciamento, proteção e testagem, principalmente em grandes aglomerações como as de final de ano e carnaval", relata.

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