PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Conteúdo publicado há
4 meses

Brumadinho, 3 anos: Quem são as 6 vítimas ainda desaparecidas da tragédia

264 vítimas já foram identificadas desde 25 de janeiro de 2019, mas seis continuam desaparecidas - Reprodução/Redes Sociais
264 vítimas já foram identificadas desde 25 de janeiro de 2019, mas seis continuam desaparecidas Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Do UOL, em São Paulo

25/01/2022 08h36Atualizada em 25/01/2022 10h03

A tragédia de Brumadinho (MG) completa três anos hoje, com seis vítimas ainda desaparecidas. Desde o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, 264 corpos já foram resgatados.

A última vítima foi identificada em 29 de dezembro: Lecilda de Oliveira, que tinha 49 anos na época do incidente e era analista de operação da Vale, com uma carreira de 28 anos na mineradora responsável pela estrutura que rompeu.

O incidente foi registrado na tarde de 25 de janeiro de 2019, momento em que uma das barragens da Vale colapsou, liberando uma onda de rejeitos de minério de ferro e atingiu mata, rios e comunidades. Entre os locais atingidos pela lama, estavam uma parte da área administrativa onde havia funcionários, hotéis, sítios, fazendas e casas de moradores locais.

Uma ação penal que apura a responsabilidade pelo caso ainda corre na Justiça brasileira. 16 pessoas são acusadas pelo crime de homicídio, entre elas estão ex-diretores da Vale e executivos da empresa alemã Tüv Süd, responsável por atestar a segurança da barragem que se rompeu, matando 270 pessoas.

Confira abaixo as vítimas ainda não localizadas:

  • Tiago Tadeu Mendes da Silva
Tiago Tadeu Mendes da Silva - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Tiago Tadeu Mendes da Silva
Imagem: Reprodução/Facebook

Tiago tinha 34 anos e trabalhava como mecânico industrial na Vale.

Ele estava no refeitório da mina no momento em que barragem se rompeu, de acordo com parentes, e deixou dois filhos pequenos.

  • Luís Felipe Alves
Luís Felipe Alves - Reprodução/Facebok - Reprodução/Facebok
Luís Felipe Alves
Imagem: Reprodução/Facebok

Luís Felipe, 30, era engenheiro de produção e funcionário da Vale. Natural de Jundiaí, no interior paulista, mudou-se para o Espírito Santos, onde cursou a faculdade.

Ele trabalhava em Brumadinho há pouco mais de três meses, no setor administrativo da Vale, quando ocorreu a tragédia.

  • Nathália de Oliveira Porto Araújo
Nathália de Oliveira Porto Araújo - Reprodução/Arquivo Pessoal - Reprodução/Arquivo Pessoal
Nathália de Oliveira Porto Araújo
Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal

Estagiária administrativa da Vale, Nathália de Oliveira Porto Araújo, 25, estava no refeitório quando a barragem se rompeu.

Segundo o marido, o GPS do seu smartphone apontava para uma região na Cachoeira das Ostras, mas as buscas acabaram sendo infrutíferas.

  • Maria de Lurdes da Costa Bueno
Maria de Lurdes da Costa Bueno - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Maria de Lurdes da Costa Bueno
Imagem: Reprodução/Facebook

Moradora de São José do Rio Pardo (SP), Maria de Lurdes da Costa Bueno, 59, passava as férias com a família na Pousada Nova Estância.

O imóvel acabou soterrado pela lama após barragem da Vale romper, em janeiro de 2019. Ela não foi mais vista desde então.

  • Olímpio Gomes Pinto
Olímpio Gomes Pinto - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Olímpio Gomes Pinto
Imagem: Reprodução/Facebook

Conhecido como Licão, o auxiliar de sondagem Olímpio Gomes Pinto tinha 56 anos.

Ele trabalhava para uma empresa terceirizada que prestava serviços à mineradora.

Olímpio era natural de Caeté, Minas Gerais.

  • Cristiane Antunes Campos
Cristiane Antunes Campos - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Cristiane Antunes Campos
Imagem: Reprodução/Facebook

Cristiane Antunes Campos tinha 34 anos, sendo 10 dedicados à Vale.

Ela começou a atuar na empresa como motorista de caminhão, quando surgiu a oportunidade de se graduar em um curso de técnico em mineração.

Em 2018, passou a ser supervisora de mina.

Relembre o caso

A tragédia em Brumadinho foi registrada na tarde de 25 de janeiro de 2019 após o rompimento de uma barragem de rejeitos da empresa mineradora Vale, que ainda atingiu outras duas estruturas da empresa, a cerca de 60 km de Belo Horizonte.

A lama atingiu uma parte da área administrativa da barragem onde havia funcionários, hotéis, sítios, fazendas e casas de moradores locais.

Veja Álbum de fotos

O rompimento aconteceu na região do córrego do Feijão, que deságua no rio Paraopeba, três anos e dois meses após o rompimento de uma barragem da Samarco em um distrito de Mariana, também em Minas Gerais. A Vale é uma das controladoras da Samarco. Dezenove pessoas morreram na ocasião e milhares perderam as casas em função do vazamento de 40 bilhões de litros de lama.

Segundo o site da mineradora Vale, a barragem principal que rompeu em Brumadinho tinha capacidade de 12,7 milhões de metros cúbicos. Para efeito de comparação, a barragem da Samarco, operada pela Vale com a australiana BHP, tinha 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos.

Ação penal sobre responsabilidade ainda corre na Justiça

Dezesseis pessoas, entre elas um ex-presidente da Vale, ainda enfrentam uma ação penal que apura a responsabilidade pelo incidente.

No último dia 14, o Ministério Público de Minas Gerais recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma decisão que transferiu para a Justiça Federal a competência para julgar o processo.

O recurso ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter rejeitado embargos de declaração apresentados pelo MP de Minas Gerais contra tal decisão.

Na ação penal, foram acusados pelo crime de homicídio ex-diretores da Vale e executivos da empresa alemã Tüv Süd, responsável por atestar a segurança da barragem que se rompeu. Na tragédia, 270 pessoas morreram com o colapso da estrutura, que liberou uma onda de rejeitos de minério de ferro e atingiu mata, rios e comunidades.

"No recurso apresentado, o MPMG argumenta que a decisão que determina a remessa do processo para a Justiça Federal é contrária ao entendimento do próprio STJ e do STF, proferido em casos semelhantes", disse o MP em nota.

"Apenas se justificaria a remessa para a Justiça Federal quando o crime contra a vida atinja interesse direto da União... Na tragédia da Vale em Brumadinho as vítimas fatais foram colaboradores da própria companhia, moradores e pessoas que passavam pela região."

Cotidiano