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Brumadinho: Quem são os 5 últimos desaparecidos da tragédia em MG

Cinco últimas joias desaparecidas há mais de três anos em Brumadinho - Reprodução
Cinco últimas joias desaparecidas há mais de três anos em Brumadinho Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

03/05/2022 22h04Atualizada em 03/05/2022 22h04

Mais de três anos após o rompimento da barragem de rejeitos do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), a ossada da 265ª vítima foi identificada pela Polícia Civil de Minas Gerais. Agora, o número de pessoas consideradas desaparecidas no desastre é de cinco.

As vítimas ainda desaparecidas são três mulheres e dois homens. Quatro deles estavam dentro da área da Vale no momento do rompimento da barragem e a quinta pessoa estava de férias em uma pousada que foi levada pela lama.

Três dos desaparecidos eram funcionários diretos da empresa e outro era membro de uma terceirizada que prestava serviço para a Vale. Todos são procurados na mais duradoura operação de resgate da história, iniciada em 25 de janeiro de 2019.

A mais recente "joia" — termo usado pelo governo de Minas para se referir aos mortos no desastre — identificada foi o engenheiro de produção Luís Felipe Alves, que tinha 30 anos, era funcionário da Vale e nasceu em Jundiaí (SP). Ele fez faculdade no Espírito Santo e trabalhava em Brumadinho há pouco mais de três meses quando ocorreu a tragédia.

A ossada de Luís Felipe foi encontrada pelo Corpo de Bombeiros na segunda-feira (2) e era formada por "aproximadamente 40 segmentos".

"A maior operação de busca e salvamento da história permanece, graças ao incansável trabalho dos bombeiros militares, apresentando resultados importantes que objetivam o conforto das famílias", afirmou comunicado da corporação.

Quem são os cinco desaparecidos

  • Tiago Tadeu Mendes da Silva

Tiago Tadeu Mendes da Silva - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Tiago Tadeu Mendes da Silva
Imagem: Reprodução/Facebook

Tiago tinha 34 anos e trabalhava como mecânico industrial na Vale.

Ele estava no refeitório da mina no momento em que barragem se rompeu, de acordo com parentes, e deixou dois filhos pequenos.

  • Nathália de Oliveira Porto Araújo

Nathália de Oliveira Porto Araújo - Reprodução/Arquivo Pessoal - Reprodução/Arquivo Pessoal
Nathália de Oliveira Porto Araújo
Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal

Estagiária administrativa da Vale, Nathália de Oliveira Porto Araújo, 25, estava no refeitório quando a barragem se rompeu.

Segundo o marido, o GPS do seu smartphone apontava para uma região na Cachoeira das Ostras, mas as buscas acabaram sendo infrutíferas.

  • Maria de Lurdes da Costa Bueno

Maria de Lurdes da Costa Bueno - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Maria de Lurdes da Costa Bueno
Imagem: Reprodução/Facebook

Moradora de São José do Rio Pardo (SP), Maria de Lurdes da Costa Bueno, 59, passava as férias com a família na Pousada Nova Estância.

O imóvel acabou soterrado pela lama após barragem da Vale romper, em janeiro de 2019. Ela não foi mais vista desde então.

  • Olímpio Gomes Pinto

Olímpio Gomes Pinto - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Olímpio Gomes Pinto
Imagem: Reprodução/Facebook

Conhecido como Licão, o auxiliar de sondagem Olímpio Gomes Pinto tinha 56 anos.

Ele trabalhava para uma empresa terceirizada que prestava serviços à mineradora.

Olímpio era natural de Caeté, Minas Gerais.

  • Cristiane Antunes Campos

Cristiane Antunes Campos - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Cristiane Antunes Campos
Imagem: Reprodução/Facebook

Cristiane Antunes Campos tinha 34 anos, sendo 10 dedicados à Vale.

Ela começou a atuar na empresa como motorista de caminhão, quando surgiu a oportunidade de se graduar em um curso de técnico em mineração.

Em 2018, passou a ser supervisora de mina.

Relembre o caso

A tragédia em Brumadinho foi registrada na tarde de 25 de janeiro de 2019 após o rompimento de uma barragem de rejeitos da empresa mineradora Vale, que ainda atingiu outras duas estruturas da empresa, a cerca de 60 km de Belo Horizonte.

A lama atingiu uma parte da área administrativa da barragem onde havia funcionários, hotéis, sítios, fazendas e casas de moradores locais.

O rompimento aconteceu na região do córrego do Feijão, que deságua no rio Paraopeba, três anos e dois meses após o rompimento de uma barragem da Samarco em um distrito de Mariana, também em Minas Gerais. A Vale é uma das controladoras da Samarco. Dezenove pessoas morreram na ocasião e milhares perderam as casas em função do vazamento de 40 bilhões de litros de lama.

Segundo o site da mineradora Vale, a barragem principal que rompeu em Brumadinho tinha capacidade de 12,7 milhões de metros cúbicos. Para efeito de comparação, a barragem da Samarco, operada pela Vale com a australiana BHP, tinha 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos.

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