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Reservatório de água rompe, destrói casas e deixa 14 feridos na PB

Moradores de Pocinhos (PB) correram ao perceber um possível rompimento do reservatório; 14 ficaram feridos ninguém morreu  - Reprodução/TV Globo
Moradores de Pocinhos (PB) correram ao perceber um possível rompimento do reservatório; 14 ficaram feridos ninguém morreu Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

25/05/2022 11h21Atualizada em 25/05/2022 21h04

Um reservatório de água se rompeu em Pocinhos, na Paraíba, deixando 14 feridos, 4 casas totalmente destruídas e 2 casas parcialmente danificadas. A informação foi confirmada pelo secretário de Assistência Social Thiago Costa. Dez pessoas foram levadas ao hospital municipal e as outras quatro deram entrada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, todas conscientes.

A ocorrência foi registrada nesta madrugada, quando alguns moradores já começavam a deixar as casas após perceberem que a barreira estava prestes a ceder. As chuvas estão castigando o Nordeste e provocaram suspensão de aulas em locais como o Recife.

Segundo relato das testemunhas à TV Globo, o reservatório estava cheio e transbordando.

Romualdo, morador da região, afirmou que seria pior se as pessoas não tivessem corrido, e que esse rompimento nunca havia acontecido. "4h30 da manhã começou o vazamento, se estoura de uma vez iria morrer muita gente", disse à TV Globo. "O pessoal começou a correr, iam morrer umas 10 pessoas. O vazamento era pouco e daí correu todo mundo".

O local teve uma interdição parcial pela manhã, por causa dos fios da rede elétrica expostos no chão e que estavam em contato com a água, mas a concessionária responsável já desligou a energia.

O secretário de Infraestrutura, Sóstenes Murilo, afirmou que os tanques são da década de 1970 e não aguentaram o volume chuvoso dessa vez. "Esses tanques são antigos, e teve chuva à noite toda. As barreiras não comportaram o volume de água, houve esse rompimento e essa tragédia, que derrubou essas casas".

O secretário também disse que as casas não são apropriadas por estarem em cima de pedras e que conversará com a população se eles quiserem que as residências sejam fixadas em outro lugar. "As casas também são antigas, construídas em cima de pedras, até pela necessidade das pessoas que não tinham local adequado pra morar".

Já o secretário de Assistência Social relatou que as pessoas desabrigadas foram levadas a uma escola próxima do ocorrido, e que colchões, cobertores, travesseiros e alimentação estão garantidas às famílias.

De acordo com a Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (AESA), o acumulado de chuvas na cidade de Pocinhos entre os dias 24 e 25 de maio é de 29,3 milímetros.

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