Conteúdo publicado há 4 meses

Não é o caso de ter detector de metais na entrada de escolas, diz coronel

A escola "deve ser a primeira prioridade do policiamento" e não há necessidade de instalação de detectores de metais, afirmou ao coronel da reserva da PM-SP José Vicente, ex-Secretário Nacional de Segurança, ao UOL News da manhã desta segunda-feira (23). O oficial defende medidas mais amplas para combater os casos de violência. Hoje, um ataque a tiros que deixou pelo menos uma aluna morta e duas feridas em uma escola da zona leste de São Paulo.

Não é o caso [de se implementar detectores de metais]. A entrada dos alunos é muito tumultuada. Isso atrapalharia terrivelmente o andamento da rotina escolar. A polícia tem que ter uma análise de vulnerabilidade de cada estabelecimento, de tal forma que as escolas mais vulneráveis suscitam mais cuidados em termos da presença de policiais. A polícia sabe onde estão essas escolas e deve direcionar um esforço concentrado de atenção em sua gestão. José Vicente, coronel da reserva da PM-SP

O coronel acrescentou que, além de haver um reforço no monitoramento policial, é preciso que o Estado olhe com cuidado para o ambiente escolar e familiar e providencie acompanhamento psicológico.

É importante que as escolas tenham uma conduta de disciplina em relação à tranquilidade de estudo e trabalho de alunos e professores. O trabalho da polícia é o de fiscalização dos arredores e estar presente na entrada e na saída das escolas, em um momento de vulnerabilidade dos alunos. Essa presença já é bastante dissuasória de problemas que podem acontecer. As escolas precisam ter controle do acesso dos alunos. O uniforme ajuda na fiscalização de acessos indevidos. José Vicente, coronel da reserva da PM-SP

Josias: Brasil vive epidemia de violência em escolas e não sabe lidar com ela

Para o colunista do UOL Josias de Souza, os casos de violência nas escolas se tornaram uma epidemia no Brasil e o país ainda não sabe como enfrentar este problema. Ele ressaltou a necessidade de um esforço conjunto das diversas esferas governamentais, das famílias e dos profissionais de educação para mitigar este problema.

Não podemos analisar esse episódio como um caso isolado. O Brasil está submetido a problemas cada vez mais agudos e não consegue resolver suas moléstias sociais. O país morre a conta-gotas nas estatísticas de homicídio. Mata-se em toda parte, inclusive nas escolas. A reiteração da violência nas escolas precisa conduzir o Brasil a duas conclusões óbvias. Estamos diante de uma epidemia, e não sabemos como lidar com ela. Josias de Souza, colunista do UOL

Deputada: Governo de SP tem total responsabilidade sobre ataque a escola

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A deputada estadual Professora Bebel (PT-SP) afirmou que o governo de São Paulo "tem total responsabilidade" sobre o ataque a tiros em uma escola em Sapopemba, na zona leste da capital. A parlamentar acusa o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de minimizar a questão da violência nas escolas e pediu para ele tomar providências urgentes, ou "esses casos vão continuar".

O governo de São Paulo tem total responsabilidade. Desde a morte da professora [Elizabeth Tenreiro, assassinada em março em um ataque a uma escola na Vila Sônia], estão acontecendo ondas de violência, o governador fez uma ação naquele caso e, depois, deixou para lá. Não pode. Tem que continuar aprofundando e, ao mesmo tempo, dando estrutura para as escolas. Professora Bebel, deputada estadual (PT-SP)

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h com apresentação de Fabíola Cidral e às 17h com Diego Sarza. O programa é sempre ao vivo.

Veja a íntegra do programa:

Quando: de segunda a sexta, às 10h e 17h.

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Onde assistir: Ao vivo na home UOL, UOL no YouTube e Facebook do UOL.

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