Conteúdo publicado há 3 meses

Nova espécie de dinossauro corredor é descoberta no interior de SP

Pesquisadores da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) descobriram uma nova espécie de dinossauro que habitou a região de Araraquara, no interior de São Paulo.

O que aconteceu

O dinossauro era carnívoro e um corredor veloz, com cerca de 1 metro e meio de comprimento. As pegadas mostraram uma adaptação ao clima seco e de dunas, correspondente às formações geológicas da região.

As pegadas, datadas de 135 milhões de anos, foram descobertas na década de 70 em Araraquara pelo pesquisador Giuseppe Leonardi, que as encontrou fossilizadas nas calçadas da cidade. Ele participou da pesquisa até a publicação do artigo.

A região da descoberta do dinossauro é considerada "maior deserto fóssil conhecido na história da Terra", porque compreendem os arenitos decorrentes da Formação Botucatu, como ficaram conhecidas as formações da Bacia do Paraná.

Ele traz muitas características de um animal que podia correr num ambiente desértico, em função dos ângulos de passo e todos os vestígios deixados registrados nos arenitos. Ele difere muito, mostrando que é um animal diferente do que já tinha sido descoberto para o Brasil.
Professor de paleontologia da UFSCar Marcelo Adorna Fernandes, em entrevista à TV Globo

Batizado de Farlowichnus rapidus, a descoberta foi publicada na revista científica Cretaceous Research pelos pesquisadores. O nome foi dado em homenagem a um professor da Purdue University, nos EUA, chamado James Farlow.

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