Vídeo mostra como exploração da Braskem levou a colapso de mina em Maceió

Uma das minas de sal-gema da Braskem pode colapsar no bairro do Mutange, em Maceió (AL), após décadas de exploração do solo pela empresa.

O que aconteceu

Desde 2010, pesquisadores da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) alertam para o perigo da exploração e consequente risco de afundamento do solo na capital alagoana.

A extração feita no subsolo de Maceió é de sal-gema, cloreto de sódio acompanhado de outras substâncias e utilizado para produzir soda cáustica e policloreto de vinila.

O sistema usado pela empresa para explorar as minas era feito da seguinte maneira: um poço era cavado, então a água era injetada para a camada de sal, gerando assim uma salmoura. A solução era retirada das minas para a superfície. Por fim, os poços cavados eram preenchidos para dar estabilidade ao solo.

Porém, parte dessas minas teve vazamento do líquido ao longo desses mais de 40 anos de exploração —o que causou instabilidade no solo, gerando buracos. Ao todo são 35 minas na área urbana da cidade —elas estão sendo preenchidas novamente.

A empresa encerrou a extração de sal-gema em maio de 2019 na região. As 35 minas da companhia começaram a ser fechadas em 2019, depois que a empresa foi responsabilizada pelo surgimento das rachaduras em casas e ruas de alguns bairros de Maceió no ano anterior.

A Braskem afirmou que sua prioridade é a "segurança das pessoas". "Por isso, vem adotando todas as medidas necessárias para mitigar, compensar ou reparar impactos decorrentes da desocupação de imóveis nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Pinheiro, Mutange e Farol".

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