Conteúdo publicado há 17 dias

Homem é preso suspeito de desviar medicamentos destinados a yanomamis

Um homem suspeito de desviar medicamentos destinados ao povo indígena Yanomami foi preso nesta terça-feira (6) pela Polícia Federal.

O que aconteceu

Prisão ocorreu uma semana após medicamentos serem encontrados em uma casa abandonada em Boa Vista. A identidade do suspeito não foi divulgada. No dia 31 de janeiro, agentes da Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Civil, encontraram os remédios enquanto investigavam denúncias de tráfico de drogas no bairro.

Medicamentos foram escondidos e queimados. Uma das hipóteses é de que os remédios foram escondidos após a deflagração da segunda fase da Operação Yoasi, em outubro do ano passado.

"Nas buscas no local, constatamos que os medicamentos eram destinados ao DSEI [Distrito Sanitário Especial Indígena] Yanomami. Eram muitas caixas, com diversos medicamentos, muitos vencidos desde 2021", disse a delegada Magnólia Soares, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública. O DSEI é órgão do Ministério da Saúde responsável pela saúde indígena Yanomami.

A Operação Yoasi investiga um esquema de desvio de recursos públicos federais do DSEI-Y envolvendo agentes públicos e empresários. Nas imagens divulgadas pela Polícia Civil, é possível ver várias unidades do antibiótico amoxicilina e do antifúngico nistatina.

Remédios para yanomamis encontrados em casa abandonada
Remédios para yanomamis encontrados em casa abandonada Imagem: Divulgação

Mortes de yanomamis

Mortes de yanomamis continuam em alta. Apesar de ter declarado situação de emergência no território Yanomami no primeiro mês de mandato, o governo Lula (PT) não conseguiu frear a mortalidade do povo indígena em 2023.

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O Ministério da Saúde registrou 308 mortes na Terra Indígena Yanomami nos primeiros 11 meses de 2023. O dado mais recente vai até o dia 30 de novembro e não conta os casos de dezembro. Em 2022, segundo a pasta, foram 343 mortes no total.

Novo cronograma de ações. A Justiça Federal de Roraima determinou, no mês passado, que a União apresente um novo cronograma de ações contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami

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