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Josias: Não dá para tratar animal como se fosse bagagem

Não se trata de uma fatalidade a morte do cachorro Joca ao ser transportado por uma companhia aérea, afirmou o colunista Josias de Souza no UOL News da manhã de hoje (24).

A Anac e o Ministerio de Portos e Aeroportos anunciaram no fim da manhã que vão investigar a morte do cachorro.

O mais curioso neste episodio é que estão tratando o cachorro como se fosse uma bagagem. Quem tem cachorro, quem tem animal de estimação, sabe o que se passou: houve um assassinato, na prática.

Por inépcia, o animal deveria ter sido transportado de um lugar para o outro, de São Paulo para o Mato Grosso, e acabou no Ceará. Quando houve essa primeira inépcia, o bom senso recomendaria que a companhia aérea, no Ceará, realizasse uma série de procedimentos para assegurar que o cachorro se mantivesse saudável. Primeiro, verificar se ele chegou ao Ceará em boas condições. Segundo, atestar se ele teria condições de fazer um outro voo.

Para Josias, a empresa assumiu o risco de matar o cão ao transportá-lo como uma bagagem.

Quem cometeu esse ciclo de inépcias, a meu juízo, deve ser tratado como alguém que assumiu o risco de matar aquele cão. E assim não está sendo tratado. Está sendo tratado com uma fatalidade. Isso não é fatalidade. De fato, aqui, não dá para tratar um animal como se fosse bagagem.

A Anac e essas agências de controle sempre entram nos episódios depois do fato consumado. Há uma lamentação depois do fato. Na verdade, a Anac já deveria ter se ocupado disso há muito tempo, porque você transportar um ser vivo no compartimento de bagagem não parece a melhor coisa do mundo, mas assim é feito. Então seria melhor até que não prestassem o serviço. Se há o risco, que interrompesse a prestação do serviço [...] Uma vez que quem oferece o serviço, deveria fazê-lo em condições adequadas e não da forma como foi feita neste caso, que resultou na morte do animal.

A companhia até admite o erro, mas não na proporção que signifique o que de fato aconteceu, que foi a morte de um ser vivo.

O que aconteceu

Joca deveria ser levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) para Sinop (MT), onde seu tutor o aguardava, mas foi parar em Fortaleza. Após a constatação do erro no destino do animal, ele retornou a Guarulhos, mas chegou morto no aeroporto em São Paulo.

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Família acusa a Gol de negligência. ''Olha aqui, cachorro do meu filho, saiu para ir para Sinop, um irresponsável enviou ele para Fortaleza, não contente, mandaram de voltar sem nenhuma avaliação de um veterinário, o cachorro está aqui dentro, morto. Eles mataram um Golden de 4 anos'', relatou Marcia Martin.

O que diz a Gol

Em nota, a Gol informou que houve "uma falha operacional" no transporte do animal e disse lamentar o ocorrido. A empresa também afirmou que o cão recebeu cuidados, mas, "infelizmente, logo após o pouso do voo em Guarulhos, vindo de Fortaleza, fomos surpreendidos pelo falecimento do animal".

Gol também disse que instaurou sindicância interna para apurar o ocorrido. "A Companhia está oferecendo todo o suporte necessário ao tutor e a apuração dos detalhes do ocorrido está sendo conduzida com prioridade total pelo nosso time. Nos solidarizamos com o sofrimento do tutor do Joca. Entendemos a sua dor e lamentamos profundamente a perda do seu animal de estimação."

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