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Chuva forte no RS causa desabamento de igreja e adia obras de ponte

Chuva intensa neste domingo (16) causou alagamentos, deslizamentos, provocou a queda da estrutura de uma igreja minutos antes da missa e adiou obras de ponte no Rio Grande do Sul.

O que aconteceu

A chuva forte e contínua atingiu a metade norte do Rio Grande do Sul neste domingo (16), deixando um rastro de destruição. Os volumes variaram de 100 mm a 200 mm em diversos locais, resultando em deslizamentos de terra, quedas de barreiras e inundações por transbordamento de rios e arroios, segundo o MetSul.

O salão de uma igreja em Dom Pedro de Alcântara desabou durante a tempestade, na tarde de hoje. O colapso causou pânico entre os presentes, mas eles conseguiram sair antes do desabamento. A estrutura do santuário ficou completamente danificada.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o templo em ruínas, enquanto uma criança chora, ao fundo. O autor do vídeo disse que a estrutura desabou minutos antes da missa começar, mas que não havia ninguém no salão. "Todo mundo escapou, ninguém se machucou", ele afirma, no vídeo.

A forte precipitação danificou a estrutura da cabeceira da ponte provisória entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis. Parte das pedras colocadas pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) deslizou para dentro do Rio Caí, afetando a previsão de conclusão da obra pelo exército, que seria iniciada nesta segunda-feira.

Uma nova avaliação será feita na segunda-feira (17) pelo órgão, para determinar os danos e a possibilidade de continuar a obra. A ponte provisória é crucial para a ligação entre as duas cidades, pois a ponte sobre o Rio Caí na BR-116 está danificada desde as fortes chuvas de maio.

Os municípios mais afetados incluíram Soledade, Serra, Aparados e o litoral norte. Nessas áreas, foram registradas inundações e deslizamentos de terra. A BR-116 em Caxias do Sul foi bloqueada por quedas de barreiras e houve transbordamento de arroios, resultando em inundações em várias cidades dos vales e do litoral norte, informou a MetSul Meteorologia.

A instabilidade no clima foi causada por uma frente fria e um centro de baixa pressão. Estes sistemas se tornaram semi-estacionários devido ao bloqueio atmosférico. A chuva de domingo sozinha correspondeu entre 100% a 150% da média histórica de junho, sendo o maior episódio de precipitação desde o final de abril e início de maio.

Volume de chuva registrado no Rio Grande do Sul até o fim da tarde de domingo (16)
Volume de chuva registrado no Rio Grande do Sul até o fim da tarde de domingo (16) Imagem: Reprodução/MetSul
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Cheia dos rios

A Defesa Civil do estado publicou na noite deste domingo (16) um alerta para inundação no rio Paranhana, em elevação em todo o percurso. O órgão pede às pessoas que moram em Três Coroas, Igrejinha, Parobé e Taquara que busquem locais seguros. Também foram expedidos alertas de inundação dos rios Taquari, dos Sinos, Caí e Cadeia.

Os rios com maior potencial de elevação nesta semana são Uruguai, Jacuí, Taquari, Sinos, Gravataí e Caí, o que pode impactar o delta e o Guaíba em Porto Alegre. Caminhões para a remoção das famílias já estão circulando em São Sebastião do Caí. A prefeitura orienta que os moradores reúnam seus pertences.

A previsão para a semana é de continuidade das chuvas no estado. Modelos numéricos indicam tempo firme apenas no início da próxima semana. Especialmente a metade Norte do estado poderá enfrentar chuva forte e temporais isolados.

Embora o tempo permaneça instável, haverá intervalos sem chuva ao longo da semana. Esses intervalos proporcionarão alguma melhoria temporária. Com mais dias de precipitação pela frente, o risco de deslizamentos de terra e queda de barreiras permanece alto na Serra, exigindo atenção constante das autoridades e da população.

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