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Boulos diz que Covas ficou "impactado" com resultado e foi agressivo

Guilherme Boulos prometeu não ser agressivo no 2º turno - Reinaldo Canato/UOL
Guilherme Boulos prometeu não ser agressivo no 2º turno Imagem: Reinaldo Canato/UOL

Colaboração para o UOL

16/11/2020 12h23

Candidato a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) ficou com uma porcentagem de votos maior do que previsto por instituições de pesquisa no 1º turno. Normalmente era apontado que ele tinha cerca de 15% das intenções de voto. Mas terminou com 20%. Boulos disse que o adversário dele no 2º turno, Bruno Covas (PSDB), ficou "impactado" com esse resultado e por isso tentou atacá-lo imediatamente.

"Ontem, quando o Bruno fez o pronunciamento dele, após o resultado, parece que estava impactado. Eles esperavam que a gente tivesse uma votação menor. Estava impactado e foi agressivo, então quis me imputar radicalismo. Quem fez isso (radicalismo) nesse 1º turno foi o Russomanno que tentou inventar fake news e me atacar. E não pegou. Russomanno derreteu", lembrou Boulos, em entrevista para a Rádio Bandeirantes.

Bruno Covas disse que pretende combater radicalismos no 2º turno, algo que já foi respondido por Boulos ontem à noite, no primeiro pronunciamento. O candidato do PSOL tem afirmado que "radical é a cidade mais rica da América Latina ter gente virando lixo para comer. É a cidade mais rica do Brasil ter 25 mil pessoas morando na calçada sofrendo humilhações".

Boulos também lembrou que a maioria da cidade votou por mudanças e criticou Bruno Covas por causa das alianças que tem na atual gestão.

"Eleitor tem direito de saber qual é a posição de cada um. Tem que saber quem recebe dinheiro de financiamento de empreiteira e banco - e o que isso significa do ponto de vista de proposta para a cidade", defendeu Boulos.

Sobre possíveis alianças para o 2º turno, Boulos disse que pretende "criar uma frente de defesa da justiça social e combate à desigualdade" com qualquer um que concorde com as propostas dele. E também prometeu que não vai sair do cargo de prefeito para disputar a eleição de 2022.

"Se for eleito prefeito, vou cumprir os 4 anos de mandato. Usar São Paulo como trampolim, como o PSDB faz, não é do meu feitio. Maior honra da minha vida vai ser virar prefeito de São Paulo. Quero fazer o melhor governo da cidade de São Paulo, que deixe marcas. E não tenho pressa", prometeu Boulos.

Tom do 2º turno

Boulos prometeu que o 2º turno da disputa municipal não será agressiva, mas já deixou algumas críticas contra o adversário.

"Não esperem de mim postura raivosa, agressiva ou ofensiva ao Bruno Covas. Mas esperem que eu aponte contradições. Foi visível que o Bruno escondeu o Doria, pela impopularidade dele. E existe um problema com o vice dele, que é suspeito em máfia de creches. É meu dever mostrar isso para a população", lembrou Boulos.

Corintiano, o candidato do PSOL criou uma comparação com o futebol para explicar o que fará no 2º turno.

"Quem mais admiro no futebol é o Doutor Sócrates. O estilo que me inspiro é em um jogo bonito, com estilo, com firmeza e personalidade também. Claro que às vezes precisa de um Biro-Biro. Que era um baita jogador e dava carrinho na lateral. É um pouco isso e as pessoas esperam isso, desde que seja sem mentira", comparou Boulos.