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Candidatos trocam acusações de corrupção a PT e PSB em debate no Recife

Debate na Globo entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), em disputa à Prefeitura do Recife - Reprodução
Debate na Globo entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), em disputa à Prefeitura do Recife Imagem: Reprodução

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, no Recife

27/11/2020 23h44Atualizada em 28/11/2020 22h34

Os candidatos João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) fizeram um debate quente na Globo, na noite de hoje, com uma forte troca de acusações sobre corrupção.

Ainda no primeiro bloco, João Campos criticou Marília por falar implicitamente de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos (morto em acidente aéreo quando era candidato a presidente em 2014), quando comentou sobre as operações da PF (Polícia Federal) na Prefeitura do Recife por supostos desvios de recursos.

"Esse PSB está bem pertinho da sua porta. O diretor financeiro da Secretaria de Saúde é seu amigo pessoal. Não sou eu, candidato, quem tem bens bloqueados. Você sabe quem é. Você não há de ficar aqui com ar de puritanismo", afirmou, sobre atuais desvios em verbas de combate à covid-19.

Em réplica, Campos retrucou: "De quem ela está falando é de Eduardo Campos, que não está aqui para se defender", reclamou. Ambos são primos de segundo grau e disputam o legado de Miguel Arraes (1916-2005).

Campos ainda lembrou que Marília está respondendo a processo por suposto uso de funcionários fantasmas em seu gabinete quando era vereadora.

"Pode olhar agora nas nossas redes o processo em que eu fui absolvida, inocentada, o mesmo MP [Ministério Público] está agora com o mesmo caso, estou totalmente tranquila", refutou Marília.

"Você fala muito do PT, mas você queria [o PT] aliado [nesta eleição]. Nunca a PF visitou tantas vezes a prefeitura, não precisa nem de Waze [aplicativo de localização]", completou a petista.

Campos retrucou: "O seu partido aqui não queria sua candidatura, ela foi construída em São Paulo e, por isso, o sonho da vitória no Recife, para que todos os figurões nacionais possam vir para o Recife", atacou.

Em um dos momentos de crítica mais dura, Marília respondeu sobre essa questão. "Todo mundo sabe que não sou comandada e nunca me colocaram cabresto, diferente de você, que é uma imagem totalmente diferente do que diz", disse, em referência aos supostos "figurões" que viriam para o Recife.

Campos, em réplica, afirmou que "Marília insiste em fazer um discurso de ódio contra o PSB. Vamos comparar o PT e PSB. O PSB não tem ninguém aqui condenado por corrupção; no PT não cabe o número em duas mãos, se for contar Brasil afora. Vamos comparar também nossas vidas públicas", afirmou.

Mais questões sobre o PT

As críticas ao PT voltaram em vários momentos. Em uma pergunta de Marília sobre obras inacabadas, João comparou as gestões municipais do PT (2001-2012) e do PSB (2013 até aqui).

"Acho que o Recife avançou bastante. Basta lembrar com o PT deixou a cidade maltratada. Vocês lembram o que era uma cidade mal cuidada", diz.

Marília voltou a trazer o PT para dentro da gestão do PSB. "Na época em que o PT estava governo, o PSB apoiava, tinha o vice. Agora é oportuno. Você coloca a culpa no PT, culpa no governo federal; daqui a pouco está culpando o povo recifense", pontuou.

Vale citar que PT e PSB eram unidos no Recife até 2012, quando o PSB decidiu romper e lançou Geraldo Julio como candidato, que venceu o atual senador Humberto Costa (PT) na disputa.

"Impressionante com o PT não tem capacidade de autocrítica, não reconhecer um erro. A cidade estava abandonada", replicou João Campos.

Em outra pergunta sobre saúde, João Campos pediu uma resposta de Marília para a questão dos idosos e disse que "o PT foi contra a construção do Hospital da Mulher e do idoso".

"Você sempre fica repetindo que o PT foi contra o Hospital da Mulher, o que não é verdade. Foram R$ 48 milhões o governo federal, que na época era do PT", contestou Marília, criticando os ataques que vem sofrendo nesta eleição.

"Vocês questionaram até minha fé, isso é que é ódio. A gente não vai fazer isso. Ainda bem que minha filha não tem idade para entender essas agressões que vocês colocaram [no ar] contra nós. Foram 15 ações que ganhamos na Justiça", disse.

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