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Ex-ministra Damares declara apartamento de R$ 500 mil e R$ 32 na conta

Ex-ministra da Damares Alves (Republicanos) - Alan Santos/PR
Ex-ministra da Damares Alves (Republicanos) Imagem: Alan Santos/PR

Do UOL, em São Paulo

15/08/2022 16h23Atualizada em 15/08/2022 17h04

A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves (Republicanos) declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter apenas um apartamento de R$ 525 mil e R$ 32,06 em uma caderneta de poupança.

Registro da candidatura e listagem de patrimônios da ex-ministra Damares Alves (Republicanos) junto ao TSE - Reprodução/Site/divulgacandcontas/TSE - Reprodução/Site/divulgacandcontas/TSE
Registro da candidatura e listagem de patrimônios da ex-ministra Damares Alves (Republicanos) junto ao TSE
Imagem: Reprodução/Site/divulgacandcontas/TSE

As informações foram disponibilizadas pela ex-ministra ao TSE para o registro de candidatura. Ela busca uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, mesmo após perder o palanque do aliado, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição no pleito deste ano.

Veja abaixo os itens declarados por Damares:

  • Caderneta de poupança: R$ 32,06
  • Apartamento: R$ 525.000,00

No início de agosto, a ex-ministra declarou que iria "para o páreo" na disputa: "É o partido que vai decidir. Mas eu vou para o páreo. Eu estou me colocando à disposição de novo".

No mês passado, Damares disse que não seria mais candidata ao Senado após pedido do chefe do Executivo feito em uma reunião no Palácio do Planalto. A ideia seria Flávia Arruda (PL), ex-ministra da Secretaria de Governo da gestão Bolsonaro, disputar a cadeira no Senado, na chapa com Ibaneis Rocha (MDB), candidato à reeleição ao governo do DF. Flávia lidera as pesquisas de intenções de votos para o Senado.

Bolsonaro teria pedido para que Damares disputasse uma vaga na Câmara dos Deputados. Apesar de ter dito, em um primeiro momento, que poderia representar seus ideais de outra posição que não a de senadora, Damares Alves afirmou em julho que não teria interesse em ser deputada federal. Ela já havia feito e divulgado até mesmo vídeos promocionais de sua pré-campanha ao Senado.

Em entrevista no início deste mês, a ex-ministra voltou a dizer que não quer candidatar-se ao cargo de deputada federal.

"Eu não quero ser deputada. Eu já deixei muito claro para o partido. A nominata já está muito boa", disse ao se referir aos colegas de partido que devem disputar uma cadeira na Câmara.

Nos argumentos do recuo, a aliada do presidente Bolsonaro e amiga próxima da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, comentou que viu "movimentos estranhos" por parte dos Arruda, incluindo o ex-governador do DF José Roberto Arruda, marido de Flávia. Damares recebeu o apoio de Michelle para concorrer ao cargo.

"O presidente não se meteu nas configurações aqui no DF. Naquela reunião que eu recuei, foi levado para ele que a direita estaria toda junta. Mas, depois daquela reunião, houve alguns movimentos estranhos. Começou a ter ruídos. O [José Roberto] Arruda falando que não vai pedir voto para presidente. Esses movimentos estranhos me deram mais uma oportunidade de tentar de novo."

Flávia lidera as pesquisas eleitorais

Pesquisa do instituto Ideia, contratada e divulgada no dia 19 de julho pelo site Metrópoles, aponta a ex-ministra Flávia Arruda na liderança da corrida pelo Senado no Distrito Federal, com 23,2% das intenções de voto na pesquisa estimulada — quando o entrevistado recebe uma lista com os nomes dos pré-candidatos.

Em segundo lugar, estão a ex-ministra Damares Alves (Republicanos), com 14%, e o ex-vice-governador Paulo Octávio (PSD), com 11%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

A seguir, aparecem Paulo Roque (Novo), com 2,3%, e Rosilene Corrêa (PT), com 2,2%. Brancos e nulos foram 8,4%, e os que dizem ainda não saber, 38,9%.