Governo dos EUA pede a pai de Sean que autorize visita da família brasileira

Thiago Chaves-Scarelli

Do UOL Notícias<br>Em São Paulo

  • Silvia Izquierdo/AP

    David Goldman, pai do menino Sean

    David Goldman, pai do menino Sean

A chancelaria dos Estados Unidos pediu esta semana que David Goldman, pai do menino Sean, autorize "voluntariamente" as visitas da família materna ao garoto, o que evitaria que a questão fosse novamente para os tribunais. A informação foi dada ao UOL Notícias por Frans Nederstigt, um dos advogados que representam a família brasileira no caso.

Desde que o garoto foi morar em Nova Jersey (EUA) com o pai, em dezembro do ano passado, a partir de uma decisão da Justiça brasileira, a família materna foi impedida pelo pai de ter contato pessoal com Sean. A avó Silvana Bianchi chegou a viajar para os EUA, mas não conseguiu se encontrar com a criança.

Esta semana, a secretaria de Hillary Clinton voltou a interferir no caso. "O departamento de Estado escreveu uma carta para o pai de Sean, pedindo que o pai considerasse o acesso da familia brasileira ao menino de forma voluntária", relata o advogado Nederstigt.

Apesar do apelo do governo norte-americano, até o momento não houve acordo com David Goldman e a questão das visitas pode ser decidida em uma audiência judicial na Corte Superior do Estado de Nova Jersey na próxima terça-feira (31).

O advogado Nederstigt explica que será julgado apenas um direito que já estava previsto na decisão que permitiu o retorno de Sean aos EUA. "Não é um pedido absurdo, não é um pedido para Sean voltar ao Brasil", afirma.

A reportagem entrou em contato com os representantes legais do pai, mas não obteve retorno até o momento.

Sean, filho de David e da brasileira Bruna Bianchi, nasceu no ano 2000. Quatro anos depois, Bruna voltou ao Brasil com a criança e pediu o divórcio. A Justiça de Nova Jersey entendeu que houve sequestro internacional, o Departamento de Estado norte-americano foi notificado e David entrou com processo no Brasil.

Bruna, que se casou novamente, morreu no parto da segunda filha, em 2008. A partir de então, o padrasto e os avós maternos disputaram com David Goldman o direito de viver com o garoto. Em 24 de dezembro de 2009, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o menino deveria retornar aos Estados Unidos.

No mesmo dia em que a decisão foi anunciada, a chancelaria norte-americana comemorou o retorno de Sean. "Ofereço meus mais calorosos votos para pai e filho, que celebram as festas de fim ano juntos pela primeira vez em cinco anos", afirmava a nota assinada pela própria Hillary Clinton.

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