ONG holandesa cria menina virtual e identifica milhares de suspeitos de pedofilia

Do UOL, em São Paulo

  • Peter Dejong/AP

    A menina filipina Sweetie, 10, foi inteiramente criada por computador na Holanda

    A menina filipina Sweetie, 10, foi inteiramente criada por computador na Holanda

Um grupo que faz campanha contra a exploração sexual de crianças organizou uma operação online que atraiu milhares de pedófilos a fazer contato com uma criança filipina de dez anos criada por computador.

Mais de 20 mil usuários foram enganados ao longo de dez semanas, todos tentando assistir à criança 'virtual' filipina praticar atos indecentes por meio de uma webcam.

Pesquisadores da ONG de ativistas holandeses 'Terre des Hommes' se logaram em diversas salas de bate-papo online com o apelido de "Sweetie" (querida), uma garota aparentemente real, que podia ser facilmente identificada pelo país de origem, sexo e idade.

ONG cria menina virtual para atrair pedófilos

Os resultados foram chocantes, de acordo com o diretor do projeto, Has Guyt. Eles descobriram que os fóruns estavam cheios de pessoas dispostas a pagar para ver a criança realizar atos sexuais ao vivo.

A equipe liderada por Guyt elaborou um dossiê de mil internautas com evidências que comprovam atividades ilegais na rede.

A maioria dos pedófilos identificados vem dos Estados Unidos, com 254 usuários, seguido por Reino Unido, com 110, e Índia, com 103.

Os ativistas passaram os resultados da pesquisa para a Interpol, mas os pedófilos somente serão processado se a polícia encontrar evidências em suas próprias investigações.

O grupo disse que apenas seis pessoas apontadas por praticar o que que eles chamam de "webcam de turismo sexual infantil" já foram condenadas pelo crime em todo o mundo.

"Não precisamos de mais leis", disse Guyt. "A legislação atual é adequada e mais do que suficiente para cobrir esses atos."

A ONG 'Terre des Hommes' iniciou uma petição online pedindo ação contra a prática de  "webcam de turismo sexual infantil", e postou no YouTube um documentário sobre a investigação de dez semanas.

"Queremos que os governos adotem políticas de investigação pró-ativas e que deem poder às agências de aplicação da lei para patrulhar ativamente locais públicos de acesso à internet, onde este abuso infantil está ocorrendo todos os dias", afirmou Guyt. "Os predadores infantis sentem que a lei não se aplica a eles. A internet é livre, mas não sem lei", completou. (Com AP)

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