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Homens armados invadem hotel de luxo na Líbia e matam 9; EI assume autoria

Mahmud Turkia/AFP
Forças de segurança da Líbia cercam o hotel Corinthia, em Trípoli Imagem: Mahmud Turkia/AFP

Do UOL, em São Paulo

27/01/2015 09h18

Homens armados invadiram nesta terça-feira (27) um hotel de luxo normalmente utlizado por estrangeiros em Trípoli, na Líbia, deixando ao menos 9 mortos.

Militantes do grupo jihadista Estado Islâmico na Líbia reivindicaram ter lançado o ataque contra o Corinthia, informou o centro americano de vigilância de páginas islamitas SITE. Em uma mensagem no Twitter, o braço do EI em Trípoli afirmou que seus membros tomaram de assalto o hotel, que costuma abrigar diplomatas estrangeiros e líderes líbios, acrescenta.

Os mortos são três seguranças do estabelecimento  e cinco estrangeiros que não foram identificados.

Uma outra pessoa feita refém pelos terroristas e cuja nacionalidade não é conhecida morreu quando os homens armados acionaram seus explosivos, informou uma porta-voz dos serviços de segurança.

Antes da invasão, um carro-bomba explodiu no estacionamento do hotel. Seguiu-se um tiroteio. Ao menos 12 pessoas ficaram feridas.

Uma testemunha ouvida pela BBC afirmou que algumas pessoas conseguiram fugir pelos fundos do hotel após ouvir os primeiros tiros.

Não está claro quantos homens participaram da ação.

Segundo o porta-voz das operações de segurança em Trípoli, Issam al-Naass, os atacantes se explodiram dentro do hotel após horas de cerco.

"Caçados e cercado no 21º andar do hotel pelas forças de segurança, os atacantes detonaram os cintos de explosivos que estavam usando", afirmou.

"Trata-se de uma situação que segue em andamento, o que sabemos por enquanto é o que está sendo veiculado pela imprensa", assegurou por telefone à AFP Matthew Dixon, porta-voz da rede hoteleira com sede em Malta.

"Nossos pensamentos estão com os funcionários e hóspedes", acrescentou, sem dar outras informações.

Caos

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, manifestou preocupação com o ataque, condenando e expressando solidariedade às vítimas e suas famílias".

"Não podemos permitir que estes ataques prejudiquem o processo político", declarou em um comunicado, referindo-se ao novo ciclo de negociações mediadas pela ONU entre facções rivais da Líbia que iniciou-se na segunda-feira com vista à implementação de um roteiro para criar uma governo de unidade.

A Líbia está mergulhada no caos, com dois governos e parlamentos lutando por legitimidade e controle quatro anos após a queda do ditador Muammar Gaddafi.

Trípoli está no comando de um grupo chamado Aurora Líbia, que tomou a metrópole em agosto, expulsando uma força rival, reinstaurou a legislatura anterior e forçou o governo internacionalmente reconhecido a se refugiar e operar no leste do país.

(Com agências internacionais)

 

AP