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Homem é decapitado em atentado terrorista em fábrica na França

Do UOL, em São Paulo

26/06/2015 06h52Atualizada em 26/06/2015 10h36

Uma pessoa foi decapitada e ao menos duas ficaram feridas em um atentado, possivelmente jihadista, cometido nesta sexta-feira (26) contra uma usina de gás perto da cidade francesa de Lyon (centro-leste), informaram diversas fontes.

"Segundo os primeiros elementos da investigação, um ou vários indivíduos, a bordo de um veículo, entraram na usina. Então ocorreu uma explosão", informou uma fonte próxima ao caso ouvida pela AFP.

Fora da usina atacada foi encontrada uma bandeira com inscrições em árabe, disse a fonte. Pendurada no portão, estava uma cabeça também com inscrições árabes.

"O corpo decapitado de uma pessoa foi achado nas imediações da usina, mas ainda não se sabe se o corpo foi transportado para lá ou não", acrescentou.

A polícia deteve um homem suspeito de ter lançado o ataque, informaram fontes judiciais, que acrescentaram que era um conhecido dos serviços franceses de inteligência.

As autoridades estavam realizando investigações para determinar se ele tinha algum cúmplice.

A seção antiterrorista da Promotoria de Paris abriu uma investigação por "assassinato e tentativas de assassinato em grupo organizado e em relação a um ato terrorista".

Também investiga as acusações de "destruição e degradação através de uma substância explosiva em grupo organizado e em relação a um ato terrorista" e de "associação terrorista para cometer atentados contra as pessoas". 

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ordenou o reforço das medidas de segurança nas zonas sensíveis perto da usina.

Valls, que está em uma viagem oficial à América do Sul, solicitou que o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, se dirija a Saint-Quentin Fallavier, o local do ataque, informou a comitiva do primeiro-ministro.

"Charlie Hebdo"

O ataque ocorre quase seis meses depois dos ataques em torno de Paris que mataram 17 pessoas e que começaram com um tiroteio na revista "Charlie Hebdo".

O gabinete do ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve disse que ele iria "imediatamente" para o local. (Com Agências Internacionais)

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