Republicano tem menos votos do que candidato 'nanico' que usa galocha na cabeça

Do UOL, em São Paulo

  • Charles Kruoa/AP

    Vermin Supreme, artista, ativista e pré-candidato 'nanico' para a eleição presidencial

    Vermin Supreme, artista, ativista e pré-candidato 'nanico' para a eleição presidencial

Jim Gilmore, 66, foi governador da Virgínia, 12º Estado mais populoso dos Estados Unidos, entre 1998 e 2002 e é um dos sete pré-candidatos republicanos na disputa pela Casa Branca. Sua plataforma é similar a de seus colegas de partido: preservar o direito dos americanos de possuir armas e reforçar as fronteiras contra a chegada de imigrantes ilegais, entre outras.

Vermin Supreme --algo como "Supremo Parasita"--, no alto de seus 50 e poucos anos, usa uma galocha na cabeça e uma escova de dentes enorme na mão, lembrando uma versão excêntrica de "Gandalf", o mágico herói da saga "O Senhor dos Anéis". Sua promessa de campanha mais conhecida é fornecer um pônei para cada cidadão americano, caso seja eleito.

Jim Cole/AP - 17.abr.2015
Jim Gilmore, 66, ex-governador da Virgínia

Mas as credenciais de ter comandado um Estado de 8 milhões de habitantes não deram vantagem a Gilmore nas urnas de New Hampshire, local da segundas prévia da eleição americana, na última terça-feira (9). Ele conseguiu ter menos da metade dos votos do artista, ativista e gozador profissional dos políticos, presente como candidato 'nanico' nas eleições presidenciais desde 2004.

Não que Vermin tenha tido um desempenho brilhante em New Hampshire: foram 261 votos entre os 250 mil eleitores que votaram na primária democrata. Mas o que chamou a atenção mesmo foi o desempenho pífio de Gilmore, que obteve 133 votos no pleito republicano --283 mil pessoas foram às urnas, escolhendo principalmente entre Donald Trump, John Kasich, Ted Cruz, Jeb Bush e Marco Rubio.

No caucus de Iowa, a primeira prévia dos republicanos, o ex-governador de Virgínia já havia virado piada por ter atraído apenas 12 votos. Segundo o apresentador de talk show Stephen Colbert, é um número menor do que a quantidade de pessoas chamadas Jim Gilmore em Iowa --"e olha que apuramos isso", disse ele em seu programa na semana passada.

Apesar dos resultados para lá de desfavoráveis, Gilmore chamou a atenção dos norte-americanos justamente por ter continuado na briga republicana, ao contrário dos pré-candidatos Mike Huckabee, Rand Paul, Rick Santorum, Chris Christie e Carly Fiorina, que abandonaram a disputa depois de decepcionarem nas primeiras prévias.

As desistências consecutivas fizeram Gilmore "subir" do 12º para o sétimo lugar nas prévias republicanas, o que ficou conhecido nas redes sociais como "gilmentum" --um trocadilho com "ganhar momentum", algo como "ficar em uma situação favorável".

Mesmo assim, manteve o bom humor. Diante de um dos cerca de dez eleitores que apareceram em sua festa após a primária de New Hampshire, na cidade de Manchester, ele resumiu sua situação: "Não acho que vamos ganhar essa coisa, mas vamos ver se conseguimos algum reconhecimento", falou o ex-governador, segundo o jornal "USA Today".

"Entrei na corrida depois de muito tempo longe do gabinete. Não sou um governador atualmente, meu pai não foi presidente, meu irmão também não", lamentou, em alusão a candidatos como Kasich, governador de Ohio, e Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes.

Trump e Sanders vencem primárias de New Hampshire

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