Repórter da 'CNN' é agredido durante protesto contra morte de negro nos EUA

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/CNN

    Reportagem foi interrompida após agressão ao repórter

    Reportagem foi interrompida após agressão ao repórter

Um jornalista da rede "CNN" foi agredido na noite desta quarta-feira (21) durante uma reportagem ao vivo na cobertura de um protesto contra a morte de mais um homem negro por um policial nos Estados Unidos, dessa vez na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte.

Ed Lavandera fazia a reportagem quando foi empurrado por um manifestante; o profissional foi ao chão, e o link foi interrompido. Mais tarde, Lavandera, que não ficou ferido, voltou ao ar e tentou explicar o ocorrido.

Segundo o jornalista, ele ouviu alguém dizendo que ele deveria "dizer a verdade", mas não identificou essa pessoa e nem viu o agressor se aproximando. Lavandera disse que o manifestante se aproximou mais tarde e pediu desculpas, mas não explicou o motivo da agressão.

Pessoa é baleada durante protesto

Ao menos um homem foi baleado durante os protestos realizados na noite desta quarta na cidade de Charlotte. Autoridades da cidade negaram para a imprensa americana que a vítima tenha sido atingida por tiros disparados de policiais. O protesto foi reprimido com bombas de gás lacrimogêneo.

A tensão começou depois da morte de Keith Lamont Scott, um negro de 43 anos, baleado pela polícia na terça-feira (20). O caso eleva ainda mais o clima de tensão racial nos Estados Unidos, que cresceu nos últimos dois anos por causa da morte de dezenas de negros pelas mãos de policiais brancos. Há pouco dias, uma agente matou um afro-americano desarmado em Oklahoma.

Nos protestos desta terça-feira, os manifestantes levavam cartazes que diziam "Parem de nos matar", "sem justiça não há paz" e "as vidas dos negros também importam" (black lives matter).

A prefeita de Charlotte, Jennifer Roberts, disse que a comunidade "merece respostas" e prometeu uma "investigação completa". Charlotte é a maior cidade da Carolina do Norte, com mais de 825 mil habitantes e 35% da população negra.

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