Serviço secreto não vigia milionário dos EUA, diz Putin sobre dossiê contra Trump

Do UOL, em São Paulo

  • Sergei Ilnitsky/ Reuters

    O presidente russo Vladimir Putin concede entrevista coletiva no Kremlin, em Moscou

    O presidente russo Vladimir Putin concede entrevista coletiva no Kremlin, em Moscou

O presidente russo Vladimir Putin disse nesta terça-feira (17) que a suspeita de que a Rússia teria reunido material comprometedor sobre o presidente eleito dos EUA Donald Trump é um "delírio".

Durante sua visita a Moscou, em novembro de 2013, Donald Trump "era simplesmente um empresário, uma das pessoas mais ricas dos Estados Unidos (...) Alguém acha mesmo que nossos serviços secretos ficam atrás de cada milionário americano? É claro que não, é um delírio total", disse Putin durante uma entrevista coletiva à imprensa.

Os documentos, elaborados por um ex-espião britânico e publicado integralmente na internet pelo "BuzzFeed", detalha supostos contatos da equipe de Trump com o Kremlin, a espionagem realizada pela Rússia contra o presidente eleito e a possibilidade de essas informações sejam usadas para chantageá-lo durante o mandato.

O dossiê publicado pelo "BuzzFeed" cita fontes que afirmam que membros da equipe de Trump se reuniram com integrantes do governo russo. Elas também afirmam saber de encontros do empresário com prostitutas em um hotel de Moscou, onde o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, a antiga KGB) teria instalado câmeras e microfones.

"Pessoas que falam essas mentiras contra o presidente eleito dos Estados Unidos e as usam na luta política são piores que prostitutas", disse Putin. "Elas não tem restrições morais, o que mostra a significativa degradação das elites políticas ocidentais, incluindo os EUA", acrescentou.

Prostitutas

Segundo o documento, Trump teria contratado várias prostitutas para participar de orgias na suíte presidencial do Hotel Ritz Carlton, na qual já se hospedaram o presidente Obama e a primeira-dama, Michelle Obama, durante uma visita à capital russa.

"Trump teria chegado e teria corrido para procurar prostitutas moscovitas?", perguntou Putin, recordando que se trata de "alguém que organizou por toda sua vida concursos de beleza e que esteve com as mulheres mais bonitas do mundo".

"Sabe, é difícil imaginar que fosse para um hotel encontrar essas meninas de consciência social reduzida, apesar de, claro, serem as melhores do mundo", afirmou, se esforçando para não rir.

Depois assumiu um ar sério para afirmar que a prostituição é "um fenômeno social sério e horrível".

O relatório citado também detalharia que as autoridades russas ofereceram a Trump negócios imobiliários relacionados especialmente com a Copa Mundial de 2018, embora o presidente eleito tenha rejeitado.

"Essas coisas que foram publicadas são claramente falsas informações", disse Putin. O presidente russo também afirmou nunca ter se encontrado com Trump e que espera que Moscou e Washington possam normalizar as relações.

A equipe do presidente eleito americano negou categoricamente o conteúdo e a veracidade do relatório.

Sobre a relação com Trump, Putin afirmou não saber qual será a política internacional do futuro presidente dos EUA. "Eu não sei o que ele vai fazer em relação a assuntos internacionais. Então eu não tenho fundamento para criticá-lo ou defendê-lo", disse

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