No início do ato de posse, Trump promete fazer pelos EUA "o que não foi feito em décadas"

Do UOL, em São Paulo

  • Jonathan Ernst/Reuters

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (19), durante os eventos que abrem os atos oficiais de posse em Washington DC, que pretende fazer pelo país o que não foi feito por muitas décadas. O discurso, breve, foi feito após o show diante do monumento ao presidente Abraham Lincoln, um dos lugares mais icônicos da capital americana.

"Vou trabalhar tanto! Vamos trazer os empregos de volta, não vamos deixar que outros países tirem os nossos empregos. Vamos reconstruir o Exército e reforçar as fronteiras!", disse Trump, reforçando suas promessas de campanha. "As coisas vão mudar. Prometo! As coisas vão mudar!".

"Vocês não serão mais esquecidos", disse o republicano.

"Este é um movimento que está só começando e que nunca foi visto no mundo. E é algo muito especial", disse Trump, ao afirmar que pretende unir o país. "Vamos fazer uma América grandiosa para todo mundo, em todo o país".

Homenagem ao soldado desconhecido

Mais cedo, seguindo a tradição dos atos de posse, Trump depositou uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido no cemitério militar de Arlington (Virgínia). O republicano foi com sua mulher Melania, que vestia preto e grandes óculos de sol, e do vice-presidente eleito, Mike Pence. Todos acompanharam a cerimônia em silêncio, na qual se renderam honras militares.

O cemitério de Arlington, criado em 1860 e que fica em uma colina em frente à cidade de Washington, é o lugar de descanso dos restos mortais de 400.000 soldados americanos e de outros 11 países e é visitado anualmente por cerca de quatro milhões de pessoas.

Em seguida, foi realizado o concerto no monumento ao presidente Abraham Lincoln.

Trump chegou em Washington num avião militar com a sua família nesta quinta, um dia antes de fazer o seu juramento em cerimônia no Congresso. Num intervalo das festividades de posse, Trump pode usar um dos mais poderosos instrumentos do seu gabinete, a caneta presidencial, para ações presidenciais que podem ser implementadas sem a participação do Congresso.

Os assessores de Trump examinaram mais de 200 potenciais ordens executivas para a consideração dele sobre assistência de saúde, clima, imigração, energia e vários outros temas, mas não ficou claro quantas ordens ele vai inicialmente aprovar, segundo um integrante da equipe de transição não autorizado a falar com a imprensa.

A estratégia foi usada por outros presidentes, incluindo Obama, nas suas primeiras semanas no cargo.

A expectativa é que Trump também imponha um congelamento das contratações federais e tome medidas para postergar a implementação de uma regra do Departamento de Trabalho, prevista para entrar em vigor em abril, que exigirá que corretores que dão conselhos sobre aposentadoria coloquem os interesses dos seus clientes em primeiro lugar.

Obama, o democrata que encerra um período de oito anos como presidente, fez uso frequente dos seus poderes executivos durante o seu segundo mandato, quando o Congresso controlado pelos republicanos travou os seus esforços para reformar leis imigratórias e ambientais. Muitas dessas ações são agora alvos de Trump para serem revistas.

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