Força Aérea dos EUA admite ter omitido antecedente criminal de atirador do Texas

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/CBS News

A Força Aérea americana admitiu na noite de segunda-feira (6) que não repassou ao sistema federal a condenação por violência doméstica de Devin Patrick Kelley, que matou a tiros 26 pessoas em uma igreja do Texas. O registro teria impedido que ele pudesse comprar as armas usadas durante o ataque realizado no domingo.

Em 2012, Kelly foi sentenciado a 12 meses de prisão por agredir sua esposa e seu filho e sofreu uma baixa desonrosa por má conduta --a agressão fraturou o crânio da criança. Se tivesse sido reportada, apareceria no banco de dados para verificações de antecedentes criminais sobre compradores de armas.

"A Força Aérea iniciou uma revisão de como tratou os antecedentes criminais de Devin P. Kelley após sua condenação por violência doméstica em 2012", disse a Força Aérea em um comunicado. "A lei federal o proibe de comprar ou possuir armas de fogo após essa condenação".

A Força Aérea também disse que estava investigando se outras condenações teriam sido indevidamente omitidas. "O serviço também realizará uma revisão abrangente dos bancos de dados da Força Aérea para garantir que registros em outros casos tenham sido relatados corretamente", disse o comunicado.

O Pentágono admitiu nesta segunda-feira que a Força Aérea não informou ao FBI sobre a condenação de Devin Patrick Kelley. Por isso ele não foi impedido de adquirir armas.

O massacre de domingo (5), ocorrido apenas cinco semanas depois do ataque a tiros mais violento executado nos Estados Unidos, aconteceu quando Kelley, de 26 anos, vestido de preto e com um colete à prova de balas, abriu fogo contra os fiéis de uma igreja batista, também deixando cerca de 20 feridos. As vítimas participavam do culto religioso na Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs, uma cidade rural de cerca de 400 habitantes localizada 50 quilômetros a sudeste de San Antonio.

Atirador mata mais de 20 pessoas em igreja no Texas

Kelley teria agido motivado por problemas familiares, disseram as autoridades. Freeman Martin, do Departamento de Segurança Pública do Texas, disse nesta segunda à imprensa que "havia uma divergência nessa família", acrescentando que a sogra de Kelley frequentava a igreja onde aconteceu o ataque.

Segundo o funcionário, o ataque "não teve uma motivação racial e tampouco esteve relacionado a crenças religiosas. Havia um problema doméstico com seus parentes", acrescentou.

De acordo com Martin, Kelley sabia que sua sogra frequentava essa igreja e que antes do violento ataque enviou "mensagens ameaçadoras". (Com agências internacionais)

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