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Com 512 mortos, ataque de caminhão-bomba na Somália torna-se o 3° maior da história

Farah Abdi Warsameh/AP
Maioria das vítimas do atentado em Mogadício era composta por civis Imagem: Farah Abdi Warsameh/AP

Do UOL, em São Paulo

30/11/2017 16h58

Um comitê responsável por investigar o atentado terrorista realizado em outubro na Somália elevou para 512 o número de mortos na explosão de um caminhão-bomba. A nova cifra transforma o ataque no terceiro atentado mais mortífero da história.

No dia 14 de outubro, um caminhão explodiu em uma rua bastante movimentada da capital Mogadíscio, que tem cerca de 2,4 milhões de habitantes. A explosão foi realizada perto de um tanque de combustível, aumentando a intensidade do ataque e atingindo um número grande de vítimas.

No dia 20 de outubro, o governo confirmou o número de mortos em 358. Mas o comitê encarregado de esclarecer o número de vítimas, elevou a contagem após contato com parentes de pessoas que estavam no local da explosão.

"Até agora, confirmamos 512 pessoas mortas na explosão do mês passado. Outras 316 também ficaram feridas", disse Abdullahi Mohamed Shirwac, presidente do comitê.

O atentado é o terceiro com maior número de vítimas, ficando atrás do ataque do 11 de setembro de 2001 (2.996 mortos) e de um ataque em 2007 contra comunidades Yazidi no Iraque, onde 500 pessoas morreram.

O ataque de Mogadíscio foi o mair mortífero já realizado pelo grupo radical islâmico Al Shabaab, desde que este iniciou suas atividades de insurgência em 2007. O grupo não assumiu a autoria, mas o método usado e o tipo de ataque --um grande caminhão-bomba-- são muito usados por seus militantes, filiados à Al-Qaeda.

De acordo com a imprensa somali, a maioria dos mortos era civil, principalmente vendedores ambulantes.

O país vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado. Desde então, o país ficou sem um governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e grupos armados. (Com agências internacionais)