Confronto entre civis armados matam 18 em Acapulco e Los Cabos, no México

Do UOL, em São Paulo

  • Francisco Robles/AFP

    Mulher olha um dos corpos atingidos pelo tiroteio que ocorreu no vilarejo La Concepción, em Acapulco, no estado de Guerrero, no México

    Mulher olha um dos corpos atingidos pelo tiroteio que ocorreu no vilarejo La Concepción, em Acapulco, no estado de Guerrero, no México

Neste final de semana, tiroteios mataram pelo menos 18 pessoas: sete em Los Cabos e onze em Acapulco, ambas cidades turísticas no litoral da costa do Pacífico no México.

Segundo o jornal El Universal, o maior do México, sete pessoas morreram em San José del Cabo, no Estado de Baja California Sur na noite de sábado (6), após troca de tiros entre integrantes de cartéis e membros da Marinha mexicana.

Em dois carros com placas do Estado norte-americano da Califórnia, havia sete homens armados e com coletes de munição -- três em um automóvel, quatro em outro.

Segundo as autoridades policiais de Baja California Sur, tudo começou após uma denúncia de disparos feita por moradores de um loteamento. Membros da Marinha passaram a perseguir os carros a partir das placas denunciadas e, a partir de então, começou a troca de tiros. 

As mortes ocorreram durante o tiroteio que, segundo as autoridades, foi iniciado pelos homens armados.

Baja California Sur está enfrentando uma onda de violência sem precedentes desde 2014. Somente nos primeiros sete dias deste mês, foram 28 assassinatos; em dezembro de 2017, 77; e, em outubro, a região atingiu o recorde de 123 mortes violentas

Acapulco

Já em Acapulco, que fica no Estado de Guerrero, onze pessoas morreram após a intervenção de forças estaduais e federais em um confronto entre civis armados na comunidade La Concepción.

O porta-voz da Secretaria de Segurança de Guerrero, Roberto Álvarez Herédia, informou que cerca de 120 agentes estaduais, apoiados por soldados do Exército e agentes das polícias estadual e federal, tomaram o controle de La Concepción depois que durante a madrugada de domingo foi registrado um confronto entre civis armados que deixou oito mortos.

As forças de segurança desarmaram e detiveram 30 policiais comunitários "que portavam 580 papelotes de maconha", assegurou o porta-voz em entrevista coletiva.

"Durante a operação foram abatidos três supostos (policiais) comunitários; resistindo à detenção abriram fogo contra os agentes. Por parte das forças de segurança não houve baixas", acrescentou Harédia.

O promotor estadual, Xavier Olea, disse que entre os detidos está Marco Antonio Suástegui, membro da polícia comunitária da Coordenadora Regional de Autoridades Comunitárias (CRAC) e do Conselho de Ejidos y Comunidades Opositores la Presa La Parota (CECOP).

Olea explicou que, independentemente dos fatos deste domingo, Suástegui tem contra ele uma ordem de captura por homicídio.

As autoridades não detalharam a identidade de quem participou do confronto, ainda que a imprensa local tenha indicado que o tiroteio aconteceu entre policiais comunitários e um grupo armado o qual não identificou.

No Estado, foram criados nos últimos anos diversos corpos de segurança comunitário filiado à CRAC e à União de Povos e Organizações do Estado de Guerrero (UPOEG), formados por pessoas selecionadas pelas próprias comunidades para protegê-las.

(com agências internacionais)

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