Associação do Rifle culpa FBI, segurança da escola e família de atirador por ataque na Flórida

Do UOL em São Paulo

  • Michele Eve Sandberg/AFP

O vice-presidente da Associação Nacional do Rifle dos Estados Unidos (NRA, na sigla em inglês), Wayne LaPierre, responsabilizou nesta quinta-feira (22) o FBI, a falha na segurança da escola, no sistema de saúde mental dos EUA e a família do jovem Nikolas Cruz pelo ataque contra uma escola na Flórida, na semana passada. Cruz, ex-aluno da instituição, abriu fogo no local, matando 17 pessoas e ferindo outras 14.

Cruz, um jovem de 19 anos, comprou a AR-15 usada no ataque legalmente. Ele vivia com uma família que o adotou quando sua mãe morreu, no fim do ano passado. 

LaPierre acusou "oportunistas" de explorar o incidente na cidade de Parkland, na Flórida por vantagens. "Como de costume, os oportunistas não perderam um segundo para explorar a tragédia para obter ganhos políticos", disse. Segundo ele, todos os integrantes da Associação Nacional do Rifle lamentaram a perda de inocentes e mantêm as famílias das vítimas em suas orações. "Nós compartilhamos o objetivo de ter escolas seguras, vizinhanças seguras e um país seguro", afirmou.

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Segundo LaPierre, as pessoas que são contra armas "odeiam a NRA, odeiam a Segunda Emenda e odeiam as liberdades individuais". "As elites não se importam com o sistema escolar ou as crianças nas escolas. Se eles realmente se importassem, tentariam protegê-las", afirmou. 

Em seu discurso, ele atribuiu parte da culpa à família adotiva de Nikolas Cruz, que não teria percebido o comportamento agressivo do garoto. Em declarações anteriores, a família adotiva disse que achava que Cruz estava deprimido por causa da morte da mãe, mas que nunca desconfiou de problemas mentais. Segundo o advogado da família, eles sabiam que o jovem tinha levado uma AR-15 quando se mudou para a casa.

LaPierre também culpou o FBI por ter falhado nas duas vezes que recebeu denúncias sobre o garoto. Na sexta-feira (16), o próprio FBI admitiu que falhou ao não repassar uma denúncia feita por uma pessoa próxima ao atirador da Flórida, alertando de que ele teria uma arma e poderia promover um massacre em uma escola.

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Anteriormente, um agente de fiança do Mississippi já havia informado para a agência sobre um comentário preocupante deixado em seu canal do YouTube sobre um usuário chamado "nikolas cruz". A mensagem dizia "Vou ser um atirador de escola profissional". Na época, o FBI não conseguiu rastrear o usuário. 

O representante da NRA defendeu ainda que a melhor estratégia seria a segurança armada efetiva de escolas para proteger todas as crianças inocentes do país.

Na quarta-feira, sobreviventes e parentes de vítimas do ataque foram recebidos pelo presidente Donald Trump.

De acordo com a lei federal americana, a idade mínima para comprar uma arma de fogo é de 21 anos para uma pistola e 18 se for um fuzil, embora alguns vendedores sem licença as forneçam a pessoas ainda mais jovens. 

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