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Kim Jong-un diz 'não haver mais necessidade' para testes nucleares na Coreia do Norte

REUTERS
Imagem: REUTERS

Do UOL, em São Paulo

20/04/2018 19h18

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, disse nesta sexta-feira (20) que irá suspender seu programa de testes de lançamentos de mísseis. O comunicado foi feito pela mídia estatal norte-coreana. 

"Sob a condição comprovada de que temos um armamento nuclear completo, não precisamos mais realizar testes nucleares, nem lançamento de foguetes de médio alcance e intercontinentais. A área de testes no norte do país também completou sua missão", disse Jong-un, por meio da KCNA. "A partir do dia 21 de abril, a Coreia do Norte vai parar com seus testes nucleares e lançamentos de mísseis intercontinentais balísticos", divulgou a agência de notícias. 

A decisão foi feita após uma reunião do Partido dos Trabalhadores, no comando do país. 

Em 2017, a realização de diversos testes no território norte-coreano causaram temor no Ocidente. Em novembro, o país divulgou ter realizado um teste bem-sucedido de um míssil balístico intercontinental com a capacidade de chegar a qualquer parte dos Estados Unidos. 

Desde o começo do ano, no entanto, Jong-un tem adotado uma série de medidas de aproximação com a vizinha Coreia do Sul e de abertura de diálogo com os EUA. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, aceitou, inclusive, encontrar-se com Jong-un em algum momento em maio ou junho - ainda não se sabe a data exata, nem o local onde ocorrerá o encontro. O diretor da CIA, Mike Pompeo, chegou a se encontrar com Kim Jong-un para negociar as condições do encontro. 

Minutos após a divulgação da suspensão dos testes nucleares, Trump se manifestou no Twitter: "Essa notícia é muito boa para a Coreia do Norte e para o mundo - grande progresso! Mal posso esperar para nosso encontro".

O anúncio foi feito semanas antes de o líder norte-coreano se encontrar com seu correspondente sul-coreano, Moon Jae-in, na fronteira entre os dos países em armísticio há décadas. 

Por que os acordos nucleares com a Coreia do Norte não vingam

New York Times

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