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Ex-assessor de Trump, Roger Stone é preso por caso envolvendo russos

Jim Young/Reuters
Roger Stone, ex-assessor do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, foi indiciado e preso, nesta sexta-feira (25) -- imagem de arquivo Imagem: Jim Young/Reuters

Do UOL, em São Paulo

25/01/2019 10h23

Roger Stone, ex-assessor do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, foi indiciado e preso, nesta sexta-feira (25), no âmbito da investigação do possível conluio entre a equipe de campanha do presidente eleito em 2016 e a Rússia, informou a imprensa local.

Stone foi acusado pelo promotor especial Robert Mueller em sete processos, incluindo obstrução de um procedimento oficial, falsos testemunhos e manipulação de testemunhas, segundo o jornal The New York Times e outros meios de comunicação citando fontes do gabinete de Mueller.

Agentes do FBI prenderam Stone, de 66 anos, em sua casa em Fort Lauderdade, Flórida, informou a CNN.

O porta-voz de Mueller disse que Stone será apresentado a um juiz da Flórida durante a tarde desta sexta. O promotor especial está conduzindo a investigação sobre a suposta conspiração russa, que constitui uma ameaça crescente à casa Branca. Documentos judiciais sobre o caso foram tornados públicos hoje por seu gabinete.

Stone atraiu a atenção dos investigadores quando publicou uma mensagem no Twitter dando sinais de que sabia que emails roubados do ex-chefe de campanha da democrata Hillary Clinton, John Podesta, seriam vazados pelo WikiLeaks.   

Segundo Mueller, as mensagens eletrônicas de Podesta foram hackeadas pelos serviços de inteligência de Moscou. O ex-conselheiro de Trump negou que tivesse informações privilegiadas sobre o vazamento e alegou que havia ouvido a notícia em uma rádio de Nova York.

No entanto, o grande júri convocado pelo promotor especial passou meses ouvindo testemunhas ligadas a Stone e teria identificado falsas alegações nos depoimentos do ex-conselheiro de Trump.   

O presidente americano nega qualquer conluio com Moscou e denunciou repetidamente uma "caça às bruxas".

(com informações da AFP, Reuters e Ansa)