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Líderes lamentam ataques na Nova Zelândia e países reforçam segurança

15.mar.2019 -  Ao menos 49 pessoas morreram após ataques a tiros contra duas mesquitas da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia - Martin Hunter/EFE
15.mar.2019 - Ao menos 49 pessoas morreram após ataques a tiros contra duas mesquitas da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia Imagem: Martin Hunter/EFE

Do UOL, em São Paulo

15/03/2019 10h09

Diversos líderes mundiais lamentaram os atentados realizados hoje a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, que deixou ao menos 49 pessoas mortas. Alguns países da Europa decidiram reforçar a segurança em seus templos religiosos hoje e se colocaram a disposição do governo neozelandês para ajudar nas investigações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prestou suas condolências pelo Twitter na manhã de hoje. "Minha mais sincera simpatia e melhores pensamentos vai para o povo da Nova Zelândia após o massacre horrível nas mesquitas. 49 pessoas inocente tiveram uma morte sem sentido, com tantos outros seriamente feridos. Os Estados Unidos estão ao lado da Nova Zelândia para qualquer coisa que pudermos fazer. Deus abençoe a todos!", disse.

Mais cedo, a Casa Branca havia publicado um comunicado lamentando o ocorrido. "Os Estados Unidos condenam veementemente o ataque em Christchurch. Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas e suas famílias. Somos solidários com o povo da Nova Zelândia e seu governo contra esse ato cruel de ódio", disse o comunicado.

A Rainha Elizabeth 2ª da Inglaterra, que também é chefe de estado da Nova Zelândia, demonstrou tristeza. "Eu fiquei profundamente triste com os terríveis acontecimentos em Christchurch hoje ... Neste momento trágico, meus pensamentos e orações estão com todos os neozelandeses", afirmou em um comunicado publicado em Londres. "O príncipe Philip e eu enviamos nossas condolências às famílias e amigos das pessoas que perderam a vida".

O papa Francisco se manifestou e prestou solidariedade à comunidade muçulmana. Em um telegrama de condolências enviado pelo secretário de estado do Vaticano, Pietro Parolin, o Pontífice afirmou estar "profundamente entristecido ao saber dos feridos e da perda de vidas causadas pelos atos sem sentido de violência".

O líder da Igreja Católica ainda expressou sua solidariedade "sincera" a todos os neozelandeses e, em particular, a comunidade muçulmana. "Consciente dos esforços de segurança e de emergência nesta situação difícil, Francisco reza pela cura dos feridos, o consolo daqueles que sofrem pela perde de seus queridos e para todos os afetados por esta tragédia", disse a mensagem.

Segurança em templos religiosos

O Reino Unido e a França reforçaram a segurança em seus templos religiosos depois do atentado em Christchurch. A Polícia britânica intensificará as patrulhas em tornos das mesquitas e manterá contatos com outras comunidades religiosas para aconselhá-las sobre a melhor maneira de reforçar a segurança, afirmou em nota a Polícia Metropolitana (Met, na sigla em inglês).

Pelo Twitter, o ministro do Interior francês, Christophe Castaner, anunciou que, "por precaução", pediu aos governadores regionais para aplicarem "maior vigilância" e "reforçar a segurança nos lugares de culto". Concretamente, haverá patrulhas nas proximidades dos edifícios religiosos.

Mais cedo, o presidente da França, Emmanuel Macron, prestou suas condolências pelo Twitter. "Todos os nossos pensamentos às vítimas do crime hediondo contra as mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia e aos seus entes queridos. A França é contra todas as formas de extremismo e atua com os seus parceiros contra o terrorismo no mundo".

(Com AFP, Efe e Ansa)

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