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Brasil e outros países sairão em conjunto da Unasul no Chile, diz chanceler

7.mar.2019 - Presidente Jair Bolsonaro, que irá ao Chile neste fim de semana - AFP
7.mar.2019 - Presidente Jair Bolsonaro, que irá ao Chile neste fim de semana Imagem: AFP

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

20/03/2019 14h19

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse hoje que os países sul-americanos que ainda fazem parte da Unasul (União das Nações Sul Americanas) deverão anunciar a saída do grupo durante a reunião de presidentes do continente marcada para o final desta semana, no Chile. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva concedida em Brasília.

"A ideia é que os países façam esse movimento em conjunto", disse Ernesto ao ser questionado sobre o tema.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) será um dos participantes da reunião de cúpula deste fim de semana. Ele embarca amanhã para Santiago e retorna no sábado (23).

Além da saída da Unasul, a ideia é que os países que se reunirão no Chile lancem um novo grupo apelidado até o momento de Prosul.

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"Gostamos muito da ideia que o Chile vem conduzindo que é a de substituir a Unasul, que é um organismo que não faz mais sentido. Que foi criado e nasceu com vício de origem", afirmou.

A Unasul foi criada em 2008 com o apoio de países como Brasil, Argentina e Equador. À época, o continente contava com diversos presidentes alinhados à esquerda e à centro-esquerda. Atualmente, fazem parte do grupo: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Um dos objetivos é que o esvaziamento da Unasul aumente o isolamento diplomático da Venezuela no continente.

Para Ernesto, o novo bloco a ser criado em substituição à Unasul deverá ser mais "leve" e ter foco em integração física entre os países.

"A Unasul durou não sei quantos anos e nunca abriu nem um quilômetro de rodovia", afirmou.

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