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Em 45 dias, Bolsonaro festeja acordo e estremece relação com Europa

Presisdente Jair Bolsonaro durante corte de cabelo - Reproduçao / Facebook
Presisdente Jair Bolsonaro durante corte de cabelo Imagem: Reproduçao / Facebook

Gabriel Sabóia e Guilherme Mazieiro

Do UOL, no Rio e em Brasília

12/08/2019 04h01

Celebrado como acordo histórico pelo governo brasileiro, o trato de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia tem barreiras para superar e ter validade. Mas desde seu anúncio, em 28 de junho, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem dado declarações que põem em xeque a efetivação do pacto e a relação com a Europa e países chave, como Alemanha e França.

O acordo discutido por 20 anos prevê, em 15 anos, zerar as tarifas de importação sobre cerca de 90% do comércio bilateral. A projeção do governo é de que o PIB (Produto Interno Bruto) nacional cresça em até R$ 480 bilhões nesse período. O PIB de 2018 somou R$ 6,8 trilhões. O acréscimo seria equivalente a 7% do que foi produzido no país ano passado.

Ontem, Bolsonaro disse que o Brasil não precisa do dinheiro que a Alemanha deixará de transferir à Amazônia e ampliou a apreensão acerca do tratado.

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