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Consumo de fungo como estimulante sexual na Nova Zelândia gera preocupação

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo

19/08/2019 12h40

Botânicos na Nova Zelândia estão alertando a população sobre os perigos do consumo de fungos, que crescem em regiões com pedras e rochas obscuras por todo o país, após histórias enganosas sobre suas propriedades estimulantes se espalharem rapidamente nas redes sociais.

A cientista Allison Knight, da Universidade de Otago, apelidou o líquen -- ou fungo liquenizado - como "pavimentação sexual", depois de descobrir que a espécie estava sendo promovida como uma alternativa natural para os que usufruíram do Viagra, especialmente na China.

O perigo para o seu consumo está no fato de que embora o Xanthoparmelia scabrosa, seu nome científico, tenha algumas propriedades semelhantes ao Viagra, ele pode ser extremamente tóxico por absorver poluentes do centro na cidade, como urina e excremento de cães, arsênico, mercúrio e chumbo.

O líquen em questão é uma espécie que só cresce na Nova Zelândia e no Pacífico, na maioria das vezes em áreas urbanas. Produtos que contém tal substância são vendidos em pílula e em pó no mercado chinês on-line Alibaba, por aproximadamente R$ 48 o quilo.

Allison Kinght afirma que a maioria dos produtos disponíveis online é composta por 80% de Viagra e 20% do fungo. Segundo ela, nenhum teste rigoroso foi feito com o líquen do "pavimento sexy" para provar sua eficácia ou segurança para o consumo humano.

"Ele nunca foi testado e é um pouco tóxico, por isso não é aconselhável consumi-lo, embora seja precursor do Viagra. No entanto, consumi-los em grandes quantidades podem realmente ser muito prejudiciais ao organismo", disse ela ao The Guardian.

Além da cientista, o botânico neozelandês Dr. Peter de Lange também ridicularizou as qualidades terapêuticas do fungo, dizendo ao site Newsroom que seu efeito em relação a função sexual poderia ser o oposto do que se esperava.

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