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Sem Bolsonaro, Mourão irá à posse de Fernández na Argentina

Leco Viana/TheNews2/Estadão Conteúdo
Imagem: Leco Viana/TheNews2/Estadão Conteúdo

Luciana Taddeo, Hanrrikson de Andrade e Eduardo Militão

Colaboração para o UOL, em Buenos Aires, e do UOL, em Brasília

09/12/2019 17h23Atualizada em 09/12/2019 18h43

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), representará o Brasil na posse do novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, e de sua vice, Cristina Kirchner, nesta terça-feira (10).

A ida de Mourão na capital argentina amanhã foi confirmada ao UOL pelo porta-voz da República, Otávio Rêgo Barros, nesta tarde, e por fontes do governo brasileiro acionadas pela reportagem em Buenos Aires.

O vice-presidente fará as vezes de Jair Bolsonaro (sem partido), que rompe uma tradição de mais de 30 anos e deve faltar à cerimônia no país vizinho, um dos principais destinos das exportações brasileiras.

Equipe de Mourão ainda não sabe e está em Manaus

Apesar das confirmações do Planalto, em Manaus, a equipe de Mourão ainda não tinha a informação das mudanças na agenda — o que sugere que a decisão foi de última hora.

Parte da equipe do vice-presidente viajou para a capital amazonense, onde havia previsão de que Mourão recebesse o título de Cidadão do Amazonas.

Mas segundo uma fonte do Palácio, Mourão deve viajar hoje mesmo para Buenos Aires e cancelar o compromisso em Manaus.

Em Brasília pela manhã, questionado por jornalistas sobre a ausência na posse, Bolsonaro disse que "nosso comércio com a Argentina continua sendo da mesma forma, sem problema nenhum, não vai se mexer em nada".

Bolsonaro criticou Fernández

Desde o retorno da democracia em ambos os países, os presidentes brasileiros foram a todas cerimônias de posse dos pares argentinos eleitos pelo voto popular.

A ausência de Bolsonaro será, além de inédita, mais um capítulo na onda de troca de farpas entre os presidentes das maiores economias sul-americanas.

Em diversas ocasiões, Bolsonaro criticou Fernández e declarou que preferia a reeleição de Mauricio Macri. O presidente brasileiro também afirmou que "bandidos de esquerda começaram a voltar" sobre a situação política no país vizinho.

"Bandidos de esquerda", disse Bolsonaro após avanço de Fernández e Kirchner

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Já Fernández, durante a campanha na Argentina, chegou a dizer que Bolsonaro é "racista, misógino e violento".

Nesse contexto, Bolsonaro declarou que não iria à posse de Fernández e Cristina Kirchner.

Bolsonaro iria enviar ministro, mas desistiu

Há cerca de um mês, o governo brasileiro havia afirmado que o ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB) seria enviado para a posse de Fernández.

Ontem, no entanto, o jornal argentino Clarín afirmou que Bolsonaro cancelou a ida de Terra após o presidente da Câmara de Deputados do Brasil, Rodrigo Maia (DEM), ter se reunido com seu par argentino, Sergio Massa, e com o presidente eleito, Alberto Fernández,

Segundo a publicação, Bolsonaro teria se incomodado com a presença de dois legisladores "de esquerda" na comitiva que foi à Argentina.

05.dez.2019 - Rodrigo Maia com Alberto Fernandez, presidente eleito da Argentina - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Os líderes parlamentares que viajaram foram Aguinaldo Ribeiro (PP), líder da maioria na Câmara, Baleia Rossi (MDB), Paulo Pimenta (PT), Elmar Nascimento (DEM) e Orlando Silva (PC do B).

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