PUBLICIDADE
Topo

Bolsonaro volta a criticar relação de Lula com o Irã: 'Brasil defende paz'

O presidente Jair Bolsonaro - Pedro Ladeira/Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

09/01/2020 07h46

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar hoje a relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o Irã durante seu governo (2003-2010).

Em sua conta no Facebook, Bolsonaro postou uma reportagem do jornal O Globo, de novembro de 2009, com o seguinte título: "Ao lado de Ahmadinejad, Lula defende democracia e direito do Irã a desenvolver energia nuclear".

O presidente legendou a postagem da seguinte maneira: "O povo que esquece seu passado está condenado a perder sua liberdade. Art. 4º da CF (Constituição Federal): "O Brasil defende a paz e repudia o terrorismo."

Ontem, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro já havia feito críticas a Lula. Em 2009, o petista viajou ao Irã para se encontrar com o então presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, responsável por um programa de enriquecimento de urânio. Os Estados Unidos e outros países temiam que a iniciativa fosse utilizada para o desenvolvimento de armas nucleares.

"Muitos acham que o Brasil deve se omitir no tocante aos acontecimentos. Queria dizer apenas uma coisa: o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto presidente da República, ele esteve no Irã, e defendeu que aquele regime pudesse enriquecer urânio acima de 20%, que seria para fim pacífico", disse o presidente.

Bolsonaro realizou a transmissão para exibir o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do ataque realizado na véspera pelo Irã contra bases norte-americanas no Iraque.

A informação sobre 2009, no entanto, é imprecisa: o acordo proposto pelo então presidente Lula e pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em 2010, não previa que o Irã fizesse enriquecimento de urânio a 20%, passível de uso em armas nucleares.

Em nota oficial, o PT afirmou que "Bolsonaro mente sobre acordo nuclear costurado por Lula".

* Colaborou Marcelo Oliveira, do UOL em São Paulo

Internacional