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Medo de vírus da China faz aeroportos verificarem até tosse de passageiros

Em Wuhan, cidade chinesa onde o surto começou, autoridades checam a temperatura de todos os passageiros que deixam o país - Stringer/Reuters/Foto de arquivo
Em Wuhan, cidade chinesa onde o surto começou, autoridades checam a temperatura de todos os passageiros que deixam o país Imagem: Stringer/Reuters/Foto de arquivo

Do UOL, em São Paulo

21/01/2020 23h02

Aeroportos de países do mundo todo estão adotando procedimentos de quarentena, medindo a temperatura de passageiros e até verificando tosses por medo de que as infecções por coronavírus, que já mataram seis pessoas na China e deixaram quase 300 doentes, se espalhem.

Segundo publicado pelo The Guardian, o país asiático, que em 2003 foi acusado de piorar a epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave, na sigla em inglês), tomou medidas drásticas. No Aeroporto Internacional de Wuhan Tianhe, cidade onde o surto de infecções por coronavírus começou, autoridades checam a temperatura de todos os passageiros que deixam o país.

Nos países vizinhos, as autoridades também intensificaram o monitoramento de passageiros. No Japão, por exemplo, o primeiro-ministro Shinzo Abe determinou que os visitantes provenientes de Wuhan preencham formulários sobre sua saúde. O país ainda acompanha 41 pessoas que podem ter tido contato com o coronavírus, mas nenhuma delas desenvolveu sintomas suspeitos.

Em Hong Kong, medidas adicionais de limpeza e desinfecção foram impostas a aviões e trens vindos de Wuhan, bem como a estações de trens e aeroportos do país. As autoridades, ainda de acordo com o Guardian, dizem estar alertas ao extremo e prontas para o "pior cenário possível".

Europa, África, América e Oceania

As novas medidas de precaução não se limitam à China e à Ásia. Na Itália, por exemplo, passageiros de voos diretos ou indiretos de Wuhan que chegam ao aeroporto Leonardo da Vinci, em Roma, são permanentemente monitorados. Aqueles com sinais de infecção são colocados em quarentena em um hospital da cidade.

Cartazes no aeroporto italiano aconselham passageiros a adiar viagens a Wuhan. Caso não seja possível, a orientação é evitar tocar em animais ou produtos de origem animal crus.

A Nigéria, principal parceiro comercial da China na África, pediu que os turistas vindos de Wuhan se reportem a um centro médico ou clínica caso se sintam mal. As autoridades também estão em alerta máximo para casos de coronavírus.

Nos EUA, que hoje registrou o primeiro caso de infecção no país, as medidas adicionais de prevenção foram adotadas nos aeroportos John F. Kennedy, em Nova York, e internacionais de San Francisco e Los Angeles, na Califórnia. O Centro de Controle de Doenças ainda desenvolveu um teste para detectar o coronavírus e pretende compartilhar a ferramenta com parceiros nacionais e internacionais.

A preocupação também chegou à Oceania. Em Nova Gales do Sul, estado mais atingido pelos incêndios que vêm devastando o país, as autoridades estão distribuindo panfletos em inglês e chinês a todos os passageiros que vão e vêm de Wuhan. O material descreve os sintomas da infecção e pede que as pessoas se identifiquem caso estejam sentindo algum deles.

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