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Covid-19: Médicos do Zimbábue processam governo por falta de equipamentos

Profissional médico com roupa de proteção atende paciente do novo coronavírus em hospital de Roma - GUGLIELMO MANGIAPANE
Profissional médico com roupa de proteção atende paciente do novo coronavírus em hospital de Roma Imagem: GUGLIELMO MANGIAPANE

Do UOL, em São Paulo

09/04/2020 09h51

O governo do Zimbábue foi levado ao tribunal por não fornecer equipamentos de proteção aos médicos e profissionais da saúde que trabalham na linha de frente do combate ao coronavírus no país.

A ZADHR (Associação de Médicos para os Direitos Humanos do Zimbábue) tenta obrigar as autoridades governamentais a fornecer, em caráter de emergência, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os profissionais. A associação ainda alerta que os profissionais correm risco de morte pela falta de proteção adequada.

"Simplesmente não existem EPIs adequados para o pessoal de saúde que trabalha em unidades de saúde públicas e privadas no país. Atestamos a falta porque trabalhamos lá", dizia o processo acessado pelo The Guardian.

"Se nenhuma medida urgente for tomada para solucionar as deficiências, o país será pego despreparado para lidar com uma possível escalada da pandemia de covid-19 e muitas vidas serão perdidas, incluindo, infelizmente, a vida das pessoas na linha de frente".

De acordo com a ZADHR, 1.500 funcionários que trabalham em hospitais públicos do país solicitam aos órgãos governamentais pelo menos três máscaras por dia para cada um dos profissionais. Há duas semanas, os médicos e profissionais da saúde já haviam entrado em greve devido a falta de EPIs.

O país registrou a primeira morte em decorrência da covid-19 no mês passado e até a última quinta-feira (02) somente 316 casos suspeitos foram testados para a doença. De acordo com o Ministério da Saúde do Zimbábue, o país possui 10 casos oficiais e uma morte, a de Zororo Makamba, um importante jornalista de televisão.

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