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Caso como o de George Floyd não deveria ser 'normal' em 2020, diz Obama

2.nov.2018 - O ex-presidente dos EUA Barack Obama - Ruth Fremson/The New York Times
2.nov.2018 - O ex-presidente dos EUA Barack Obama Imagem: Ruth Fremson/The New York Times

Do UOL, em São Paulo

29/05/2020 14h11Atualizada em 29/05/2020 14h58

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se pronunciou oficialmente sobre o caso George Floyd, um cidadão negro que morreu após ser imobilizado e asfixiado por um policial branco em Minneapolis, no estado de Minnesota.

Em suas redes sociais, Obama, primeiro presidente negro dos EUA, afirmou que casos como esse não deveriam ser "normal" na América em 2020.

"Isso não deveria ser 'normal' em 2020 na América. Não pode ser 'normal'. Se nós queremos que nossas crianças cresçam em uma nação que atinge seus maiores ideais, nós podemos e devemos ser melhores", afirmou em uma carta compartilhada em suas redes.

Na carta, Obama disse que enquanto muitos desejam que a vida volte ao normal em meio à pandemia do coronavírus, é preciso lembrar que milhões de norte-americanos são tratados de maneira diferente por causa de sua cor, o que é "tragicamente, dolorosamente e revoltantemente normal".

O ex-presidente pediu à polícia de Minnesota uma investigação transparente sobre as circunstâncias da morte de Floyd e que a justiça seja feita.

"Mas cabe a todos nós, independente da raça ou posição —incluindo a maioria dos homens e mulheres da lei que têm orgulho em fazer o seu difícil trabalho do jeito certo, todos os dias— trabalharmos juntos para construirmos um 'novo normal' no qual o legado de tratamento preconceituoso e desigual não infecte mais nossas instituições e nossos corações", afirmou.

Morte gera onda de protestos

A morte de George Floyd gerou uma onda de protestos violentos em Minneapolis que já dura três dias. Ontem, uma delegacia foi incendiada por manifestantes, e os policiais tiveram de se retirar. Também foram registrados saques em diversas lojas.

Pelo Twitter, o presidente Donald Trump afirmou que acionaria a Guarda Nacional para "fazer o trabalho certo", caso o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey (chamado de radical de esquerda por Trump), não conseguisse controlar os protestos.

"Qualquer dificuldade e nós assumiremos o controle, mas quando os saques começam, o tiroteio começará", escreveu Trump.

O post chegou a ser apagado pelo Twitter por violar as regras sobre enaltecimento à violência, mas a rede social voltou atrás e liberou a publicação por considerá-la de interesse público. No entanto, manteve o alerta sobre a violação das regras.

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