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'Estava muito feliz morando lá', diz irmã de brasileira morta na Austrália

 Daiane Pelegrini, 33, que morreu após ataque a facadas na Austrália, deixou Porto Alegre há quatro anos para fugir da violência - Arquivo Pessoal
Daiane Pelegrini, 33, que morreu após ataque a facadas na Austrália, deixou Porto Alegre há quatro anos para fugir da violência Imagem: Arquivo Pessoal

Hygino Vasconcellos

Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

05/08/2020 20h14Atualizada em 06/08/2020 09h43

A brasileira Daiane Pelegrini, 33, que morreu após ataque a facadas na Austrália, deixou Porto Alegre há quatro anos para fugir da violência. Ela se mudou para a Oceania com a filha, hoje com sete anos, e com o então marido — o casal acabou se separando.

"Ela achava lá mais seguro que Porto Alegre e acontece tudo que aconteceu. Minha irmã não tinha mais a intenção de voltar. A nenê já falava inglês e mandarim. E a Daiane estava muito feliz morando lá", conta a irmã da vítima, Gisele Pelegrini, 39 anos.

Anteontem, Daiane foi esfaqueada ao chegar em casa com o atual namorado por outro homem, um rapaz de 25 anos. Ele foi preso e levado à delegacia. Ele conhecia a vítima e é o principal suspeito do ataque. A brasileira chegou a ser levada para o Westmead Hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O atual companheiro da brasileira teve ferimentos leves, mas não precisou ser encaminhado ao hospital.

 Daiane Pelegrini e a irmã, Gisele: "Fiquei em choque, destruída, devastada. A gente não sabe como reagir, o que fazer" - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Daiane Pelegrini e a irmã, Gisele: "Fiquei em choque, destruída, devastada. A gente não sabe como reagir, o que fazer"
Imagem: Arquivo Pessoal

Daiane teria se relacionado por cerca de três meses com o agressor, segundo Gisele. Após o fim do envolvimento, ele passou a persegui-la, chegando até a vigiar o apartamento onde ela morava no subúrbio de Oatlands. Com medo de um possível ataque e querendo proteger a filha, Daiane registrou um boletim de ocorrência na polícia local.

Uma amiga de Daiane teve acesso às mensagens enviadas pelo agressor, em tom ameaçador. Agora, o material será encaminhado para análise da polícia.

O caso veio à tona após a filha do casal ter ficado esperando pela mãe no colégio, na segunda-feira (3). A direção da escola entrou em contato com a polícia, que avisou o ex-marido de Daiane. A família que está no Brasil foi comunicada na sequência. Gisele relata que ficou sem reação ao receber a notícia. "Fiquei em choque, destruída, devastada. A gente não sabe como reagir, o que fazer", disse.

A filha do casal só soube da morte da mãe após insistir em ir à escola no dia seguinte. "A psicóloga explicou que teria que contar para ela senão os coleguinhas poderiam falar algo. Meu cunhado me explicou que agora ela não está entendendo direito, ainda não caiu a ficha", explica Gisele.

Daiane estudava enfermagem na Austrália e trabalhava como cuidadora de um jovem com deficiência.

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