PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Enquanto covid-19 avança, Trump quer fim do Obamacare, e Biden, ampliação

Do UOL, em São Paulo*

22/10/2020 23h40

Em meio à pandemia da covid-19, doença que já matou 221,4 mil pessoas nos Estados Unidos (segundo dados oficiais), o presidente Donald Trump manifestou o desejo de acabar com o chamado Obamacare, um sistema que forneceu seguro de saúde para milhões de americanos. Já o rival, o democrata Joe Biden, disse que irá ampliá-lo.

"Precisamos continuar a eliminar o Obamacare porque não é bom. O que queremos fazer é encerrá-lo. Quero acabar com "Obamacare, lançar um novo plano", afirmou Trump, durante debate promovido em Nashville, no Tennessee, na noite de hoje.

"Fiz algo que todos achavam que era impossível. Por meio do legislativo, acabei com o 'mandato individual' [uma espécie de seguro obrigatório]. Era a pior parte do Obamacare' a parte em que você tinha que pagar uma fortuna por um privilégio de não ter que pagar por um seguro de saúde ruim", declarou o republicano.

Na contramão, Biden prometeu ampliar o programa de saúde, um legado deixado pelo ex-presidente Barack Obama.

"O que vou fazer é aprovar o Obamacare como opção pública. Direi que, se você de fato não tiver a possibilidade para ter a sua cobertura, você será coberto publicamente", afirmou Biden. "Todos têm direito de ter uma saúde de qualidade. Parte do meu plano é apoiar todos os sindicatos e pessoas que estão preocupadas com o campo médico. Isso vai salvar vidas e proporcionar oportunidades às pessoas de dar um bom plano de saúde aos filhos", concluiu.

Ontem, os Estados Unidos registraram 1.124 mortes pelo novo coronavírus, segundo a Universidade Johns Hopkins — o maior número de óbitos em 24 horas em mais de um mês. Os EUA são atualmente o país em maior número de mortes e casos de covid-19 no mundo.

Trump impõe regras

No início da semana, a campanha de reeleição do presidente americano Donald Trump pediu à Comissão de Debates Presidenciais, responsável pela organização de debates nos Estados Unidos, para que o foco do debate entre os dois candidatos fosse apenas sobre política externa.

Assim, temas sensíveis ao republicano como racismo, covid-19, entre outros, seriam deixados de lado.

"Eles estão colocando o pé na balança em relação a este novo debate. Este deveria ser o debate da política externa", reclamou Jason Miller, conselheiro de Trump na campanha, em teleconferência com jornalistas na tarde de hoje.

A comissão não aceitou realizar as mudanças, e Trump acabou cedendo mesmo considerando as "regras injustas", em suas palavras.

Biden em vantagem

Pesquisas divulgadas recentemente indicam que o candidato democrata Joe Biden tem uma vantagem significativa (e estável) sobre o republicano Donald Trump na disputa eleitoral pela presidência dos Estados Unidos, tanto na preferência nacional quanto nas pesquisas de Estados decisivos, segundo informou a BBC News.

Em uma delas, Biden chegou a abrir 11 pontos de vantagem para Donald Trump.

Sem apresentar provas, Donald Trump passou a atacar as pesquisas que lhe apontam em desvantagem em relação ao candidato democrata à Presidência Joe Biden.

"Estarei de volta na trilha da campanha em breve!!! O 'fake news' mostra apenas as pesquisas falsas", escreveu ele, nas redes sociais.

*Colaboraram Carolina Marins, Felipe Oliveira, Gilvan Marques e Lucas Borges Teixeira

Internacional