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"Nacionalismo de vacina" vai prolongar pandemia, diz chefe da OMS

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom - Denis Balibouse
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Imagem: Denis Balibouse

Colaboração para o UOL, em Santos

25/10/2020 15h27

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou que interesses nacionais na vacina da covid-19 podem impedir esforços globais e prolongar a pandemia do novo coronavírus.

No discurso de abertura da Conferência Mundial de Saúde, disse: "Deixe-me ser claro: o nacionalismo da vacina vai prolongar a pandemia da covid-19, não encurtá-la. A única maneira de se recuperar mais rapidamente é nos recuperando juntos".

Ele ressaltou a importância da cooperação internacional no combate à pandemia. "É natural que os países queiram proteger seus cidadãos primeiro. Mas se e quando tivermos uma vacina eficaz, também devemos usá-la de maneira eficaz. E a melhor maneira de fazer isso é vacinar algumas pessoas em todos os países do que todas as pessoas em alguns países."

Ghebreyesus argumentou que a saúde pública "é mais do que medicina e ciência" e é "maior do que qualquer indivíduo". "No fim das contas, é uma questão de liderança e de escolhas políticas".

Ele afirma que a pandemia evidenciou a "negligência" em sistemas de saúde. "A covid-19 está jogando luz às decisões que nós e nossos formuladores de políticas tomamos não apenas hoje, mas também no passado. Muitos dos países mais ricos do mundo, com alguns dos sistemas de saúde mais avançados, foram derrubados por este vírus."

Ele expressou ainda a preocupação com o ressurgimento da covid-19, principalmente no Hemisfério Norte, em países que reabrem a economia "rapidamente demais".

"A pandemia também nos deu motivos para ter esperança. Porque vimos repetidamente que, quando os países e comunidades tomam as ações certas, nunca é tarde para controlar o surto."

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