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Geórgia certifica vitória de Biden sobre Trump pela 3ª vez

Vantagem de Biden sobre Trump permaneceu em cerca de 12 mil votos, segundo as autoridades locais - Angela Weiss e Mandel Ngan/AFP
Vantagem de Biden sobre Trump permaneceu em cerca de 12 mil votos, segundo as autoridades locais Imagem: Angela Weiss e Mandel Ngan/AFP

Do UOL, em São Paulo

07/12/2020 17h05Atualizada em 07/12/2020 19h11

O secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, certificou mais uma vez a vitória de Joe Biden sobre o presidente Donald Trump no estado, após nova recontagem dos votos. O republicano agora soma três derrotas: uma na primeira apuração pós-eleição, outra após recontagem manual determinada pelo estado e esta última, requerida pela campanha de Trump.

"Contamos as cédulas três vezes e os resultados permaneceram inalterados", anunciou Raffensperger durante coletiva. A vantagem de Biden continua sendo de cerca de 12 mil votos, segundo aponta o site oficial do estado.

Nos Estados Unidos, o democrata teve 7 milhões de votos a mais e venceu por 306 a 232 delegados.

A confirmação vem menos de dois dias depois de Trump ir a Valdosta, na Geórgia, para fazer campanha a candidatos republicanos ao Senado, que disputam o segundo turno em 5 de janeiro. O presidente, que mal tem saído da Casa Branca, ainda não admitiu a derrota para Biden e segue falando em fraude eleitoral, sem apresentar provas.

Há muitas coisas em jogo no segundo turno das eleições para o Senado na Geórgia. O ex-presidente Barack Obama deixou isso claro em um comício virtual na sexta-feira (4), quando disse que as eleições no estado "acabarão por determinar o curso da presidência de Biden".

Se os candidatos democratas Raphael Warnock e Jon Ossoff derrotarem os senadores republicanos Kelly Loeffler e David Perdue, o Senado será dividido igualmente, o que significa que a vice-presidente eleita Kamala Harris terá o voto decisivo, conforme previsto pela Constituição norte-americana.

O presidente foi criticado por realizar um comício quando a manchete principal do Atlanta Journal Constitution dizia: "Estado atinge recorde de vírus em um dia". O uso de máscara era obrigatório e a temperatura dos participantes foi aferida na entrada, segundo detalhou o canal WALB, mas o evento ainda representou um risco de propagação do coronavírus.

(Com AFP)

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