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Indianos driblam restrições da covid e se casam em avião com 130 convidados

Casal diz que todos os convidados fizeram teste de covid antes de embarcarem - Reprodução/Twitter
Casal diz que todos os convidados fizeram teste de covid antes de embarcarem Imagem: Reprodução/Twitter

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/05/2021 12h58Atualizada em 24/05/2021 13h01

Após um decreto do governo da Índia estender as restrições por conta da pandemia de covid-19, um casal indiano decidiu fretar um avião e comemorar ontem a união nas alturas com a presença de 130 convidados - burlando, assim, as regras.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o corredor de um avião lotado. Logo na frente, noivo e noiva executam a tradição indiana, que oficializa a união do casal. A cerimônia foi realizada no estado de Tamil Nadu, com o voo partindo da cidade de Madurai com destino a Thoothukudi.

Segundo o Índia Today, os noivos Rakesh e Dheekshana disseram que fizeram teste de coronavírus com todos os 130 convidados antes de alugarem o transporte aéreo. Eles realizaram uma cerimônia privada na semana passada, mas decidiram comemorar com a família e amigos no voo.

Por meio de nota ao site Khaleej Times, o diretor do aeroporto de onde o avião saiu disse que as autoridades não sabiam que um casamento seria realizado durante a viagem. Já a companhia aérea SpiceJet informou que o Boeing 737 onde aconteceu a festa foi reservado com a ciência do cliente em relação aos protocolos de segurança.

"O cliente foi claramente informado sobre as diretrizes da covid a serem seguidas e negou permissão para qualquer atividade a ser realizada a bordo", disse a SpiceJet.

Em nota à Asian News International, o órgão governamental DGCA (Diretoria Geral de Aviação Civil) comunicou a abertura das investigações junto à companhia aérea e às autoridades aeroportuárias.

De acordo com o Ministério da Saúde indiano, o país registrou 4.454 óbitos pela covid-19 nas últimas 24 horas, somando mais de 303 mil mortos - o que fez da Índia o terceiro país a passar a marca dos 300 mil mortos, junto a Estados Unidos e Brasil.