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Tradicional censo dos cisnes da rainha Elizabeth 2ª é retomado após 1 ano

Censo dos cisnes às margens do Windsor, na Inglaterra - Reprodução/Facebook
Censo dos cisnes às margens do Windsor, na Inglaterra Imagem: Reprodução/Facebook

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/07/2021 09h49

Tradicional na Inglaterra desde o século 12, o censo dos cisnes foi retomado ontem, às margens do Rio Tamisa, próximo ao Castelo de Winsor da Rainha Elizabeth 2ª, na Inglaterra. O ritual foi adiado pela segunda vez na história, em 2020, por conta da pandemia de covid-19.

Dezenas de "Swan Uppers", contadores oficiais da rainha, vestidos com trajes elegantes vermelhos se reúnem em barcos para capturar os cisnes do rio e colocá-lo à margem do Tamisa. Segundo a Associated Press, a ação é tão simbólica que também conta o Swan Support, um grupo independente conservacionista local.

Ainda no século 12, ingleses iniciaram o ritual a fim de contar a quantidade de cisnes como forma de controle de abastecimento de alimentos. Era uma forma da monarquia garantir o suprimento de carne do animal para servir em festas e banquetes. Hoje, porém, o ato resiste somente pela tradição, que indica que todos os cisnes britânicos são pertencentes à rainha.

David Barber, um dos contadores oficiais da rainha, disse que os pássaros tem enfrentado ameaçadas cada vez maiores durante a pandemia. Segundo ele, a quarentena atraiu mais pessoas às margens do rio e isso tem afetado a saúde das aves.

"Vimos mais problemas com caça de cisnes no período de confinamento do que jamais vimos antes. E tivemos problemas de poluição, que estão mais altos do que nunca", diz Barber.

Contagem dos cisnes

Durante o censo, os animais são retirados um a um do rio e marcados com uma numeração. Depois que são contabilizados, passam por uma avaliação de cuidados básicos veterinários, quando retiradas linhas de pescar das patas e ferimentos são curados.

"Se não os capturarmos, não veríamos [as linhas e outros objetos]", diz a conservacionista do Swan Supprt, Wendy Hermon, à AP.

Cisne de 30 anos morreu

O cisne mais velho registrado na Inglaterra chegou aos 30 anos e morreu logo após o aniversário de três décadas, recentemente. O censo dura cinco dias, mas será realizado em três este ano. Ainda assim, a contagem diverte os britânicos mais saudosistas.

"Estamos cuidando da população de cisnes e queremos que eles sobrevivam para o futuro", diz Christine Emerson, que mora próximo ao rio. "É muito importante saber que eles estão sendo contados e cuidados", diz Anne Booth, outra residente.

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