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Merkel diz que 'todos erraram' ao analisar avanço do Taleban no Afeganistão

Chanceler alemã Angela Merkel diz que todos erraram ao analisar situação do Taleban no Afeganistão - Saul Loeb/AFP
Chanceler alemã Angela Merkel diz que todos erraram ao analisar situação do Taleban no Afeganistão Imagem: Saul Loeb/AFP

Do UOL, em São Paulo*

16/08/2021 15h45Atualizada em 16/08/2021 15h45

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje que todos erraram na análise da situação no Afeganistão com o rápido avanço do Talibã. Ontem, o movimento islamita Talibã retomou o poder no Afeganistão depois de chegar na capital Cabul, enquanto o presidente afegão Ashraf Ghani fugiu para o exterior.

"Foi uma avaliação errada. Não uma avaliação errada da Alemanha, mas todos nós erramos. Nós não atingimos o que nos propusemos", disse a chanceler em entrevista coletiva.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, também reconheceu o erro de avaliação que seu país e as nações ocidentais fizeram sobre a situação no Afeganistão e sobre a rápida tomada de poder do Talibã.

Não há mais nada a dizer. Todos nós, o governo, os serviços de Inteligência, a comunidade internacional.... julgamos mal a situação. A honestidade exige essa admissão de todas as formas."
Ministro alemão Heiko Maas

Em 10 dias, os talibãs tomaram o controle do país, vinte anos após terem sido expulsos por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos devido à sua rejeição de entregar o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, que coordenou os atentados de 11 de setembro de 2001.

Segundo Merkel, agora a prioridade de seu governo será evacuar civis do Afeganistão o mais rápido possível. "Em primeiro lugar, há as operações de evacuação. Precisamos retirar o máximo possível de pessoas de lá".

Assim como os demais aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Alemanha precisou acelerar a retirada de diplomatas e demais cidadãos de Cabul ontem, dia em que os extremistas tomaram a capital e o presidente Ashraf Ghani fugiu para um local desconhecido.

O ministro Maas afirmou que as cenas de pessoas tentando embarcar na parte externa de um avião americano, para fugir de Cabul, "são extremamente dolorosas" e que a Alemanha tentará "salvar o máximo de pessoas possível".

Questionado se o país irá revisar as políticas migratórias, o ministro disse que as regras devem ser ampliadas para os afegãos nesse momento, e que o governo deve levar nos voos oficiais para seu território também funcionários de organizações não governamentais que lutam pelos direitos humanos.

Desde a semana passada, o governo alemão informou que suspendeu as expulsões de migrantes irregulares por conta da situação crítica que o Afeganistão vivia. Agora que os extremistas do Talibã voltaram a controlar todo o território nacional, a medida deve ser mantida por tempo indeterminado.

*Com Ansa e AFP

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