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Dinamarca quer proibir presos em perpétua de iniciarem relações amorosas

Em 2017, Peter Madsen matou a jornalista Kim Wall dentro de um submarino que ele mesmo construiu - Reprodução/Youtube
Em 2017, Peter Madsen matou a jornalista Kim Wall dentro de um submarino que ele mesmo construiu Imagem: Reprodução/Youtube

Colaboração para o UOL, em São Paulo

16/09/2021 13h51Atualizada em 16/09/2021 13h51

O governo da Dinamarca apresentou um projeto de lei que proíbe condenados à prisão perpétua de iniciarem relacionamentos amorosos. A medida surge após uma jovem de 17 anos se apaixonar por Peter Madsen, condenado à perpétua pelo assassinato da jornalista sueca Kim Wall, morta em agosto de 2017.

Segundo a proposta do governo, nos dez primeiros anos de pena, esses presos só poderão ter contato com pessoas que já eram próximas deles antes da detenção. "Temos tido exemplos repugnantes nos últimos anos de prisioneiros que cometeram crimes abomináveis e contataram pessoas jovens para conquistar a sua simpatia e atenção", disse em comunicado oficial o ministro da Justiça dinamarquês, Nick Haekkerup, que acrescentou. "Isso, obviamente, deve ser interrompido".

A ideia do projeto é justamente inibir o fenômeno chamado "groupies", isto é, quando pessoas, principalmente mulheres, se apaixonam por condenados de crimes hediondos - o termo também é usado por fãs que se aproximam de músicos.

"Os detentos em prisão perpétua não deverão usar as nossas prisões como ponto de encontros românticos ou plataformas midiáticas para se gabarem dos seus crimes", afirmou o ministro.

O projeto de lei também prevê a proibição dos prisioneiros postarem seus crimes em redes sociais ou discuti-los em podcasts. Se aprovada, a nova legislação deve entrar em vigor em janeiro de 2022.

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