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1 mês

Boris Johnson elogia vacina da AstraZeneca; Bolsonaro responde: 'não tomei'

Do UOL, em São Paulo

20/09/2021 16h03Atualizada em 20/09/2021 18h51

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, recomendou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outros presentes em um encontro realizado hoje em Nova York tomem a vacina contra a covid-19. Os dois líderes tiveram uma reunião bilateral nos Estados Unidos, onde estão para participar da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Em um vídeo da agência de notícias Reuters, é possível ver parte da conversa entre eles. Boris Johnson elogia a vacina da AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e afirma que já tomou o imunizante duas vezes, conforme recomendado pelas autoridades de Saúde. Bolsonaro responde com um gesto negativo, sorri e diz: "Ainda não [tomei]".

Antes de Bolsonaro responder, algumas pessoas começam a deixar a sala, inclusive jornalistas, e o primeiro-ministro reforça em um recado a todos: "tomem a vacina da AstraZeneca". Segundo a agência de notícias AP, ele teria dito também que "vacinas salvam vidas". Esta frase, porém, não aparece no vídeo da Reuters.

O Palácio do Planalto divulgou fotos do encontro, e o perfil de Bolsonaro nas redes sociais compartilhou o vídeo dos momentos iniciais da conversa. Nas imagens divulgadas na conta oficial do presidente, porém, está cortada a parte da conversa sobre as vacinas.

Bolsonaro é o único dos 19 chefes de Estado do G20 — grupo das maiores economias do mundo, mais a União Europeia — que declarou não ter sido imunizado contra a covid-19, segundo levantamento da BBC.

Depois da reunião, o gabinete de Boris Johnson divulgou um pronunciamento no qual afirma que o primeiro-ministro apontou a importância das vacinas para o combate à pandemia e enfatizou a importância do papel que o imunizante de Oxford/AstraZeneca desempenhou no Reino Unido, no Brasil e em outros lugares.

Também estava planejado que eles conversassem sobre meio ambiente, a possibilidade de doação de vacinas contra a covid-19 a países pobres, a flexibilização da quarentena para brasileiros no Reino Unido e a retomada econômica do Brasil.

Conversa amigável

Nos momentos iniciais, que foram compartilhados no perfil de Bolsonaro nas redes sociais, é possível ver os dois líderes em uma conversa amigável. "Podemos fazer muito muito mais juntos", diz Boris. O britânico acrescentou recordar que o brasileiro foi um dos primeiros a parabenizá-lo quando foi escolhido para ser primeiro-ministro.

Boris Johnson diz ainda que havia prometido visitar o Brasil, mas foi impedido pela pandemia. "Mas trabalhamos juntos, Brasil e Reino Unido, pelas vacinas", afirmou, em referência à vacina de Oxford/AstraZeneca, que teve testes clínicos no Brasil e hoje é produzida no país pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O UOL entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República para saber o motivo de o vídeo não ter sido divulgado na íntegra e aguarda resposta.

O presidente brasileiro chegou ontem à tarde a Nova York, acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), além dos ministros Gilson Machado (Turismo), Marcelo Queiroga (Saúde) e Augusto Heleno (Secretaria-Geral), entre outras autoridades.

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