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'Tratados como cães': Casal nega que tentou fugir de quarentena na Holanda

Casal foi preso pouco antes de decolar em um avião com destino à Espanha - Divulgação
Casal foi preso pouco antes de decolar em um avião com destino à Espanha Imagem: Divulgação

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/12/2021 10h23

O casal formado por um espanhol e uma portuguesa que foi acusado por autoridades holandesas no último final de semana de ter fugido da quarentena obrigatória após a mulher apresentar resultado positivo para covid-19, foi liberado ontem para circular livremente. Eles criticaram a repercussão do caso e negaram ter escapado da quarentena.

Carola Pimenta, 28 anos, e o espanhol Andrés Sanz, 30 anos, que vivem na Espanha, foram detidos no domingo (28) após terem deixado um hotel onde foram obrigados e se hospedar depois de testar positivo para a doença.

"A sugestão de que escapamos da quarentena é ridícula demais. Ninguém nos disse quais são as regras, fomos tratados como cães", desabafou a portuguesa, ao canal de TV holandês RTL.

A dupla havia desembarcado de um voo partido da África do Sul, local onde os primeiros casos da variante ômicron foram detectados por autoridades sanitárias.

Depois que Sanz e Pimenta saíram o hotel, foi divulgado pela mídia local que eles teriam fugido do isolamento, relato que a holandesa nega.

"Quando me disseram que o PCR que fizemos em Amsterdã era positivo, achei inacreditável, mas compreendi e perguntei sobre as regras que tinha de seguir. Mandaram-me para um hotel para quarentena e deixaram o meu parceiro vir comigo, apesar de ainda não ter recebido os seus resultados", diz.

Horas após permanecerem no hotel, o espanhol, que havia testado negativo, comprou testes de coronavírus em uma farmácia e levou à acomodação.

"Deram uma bicicleta a Andrés e disseram-lhe para ir comprar (os testes) no supermercado, que podia sair porque não tinha dado positivo e que podia circular livremente. Foi tudo muito ridículo", reclama ela, à RTL.

Após apresentarem os testes às autoridades, o casal foi liberado ontem, segundo declaração do porta-voz do Ministério Público à AFP. "Com base nas informações de que o Ministério Público dispõe agora sobre o incidente, considera-se que não há nenhuma suspeita de infração penal. Não haverá, então, outras ações", disse o representante da promotoria.

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